segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Papa é Pop!

Cidade do Vaticano, 3 dez (EFE).- O papa Bento XVI lançará seu primeiro tweet através de sua conta no Twitter no próximo dia 12 de dezembro, informou o Vaticano nesta segunda-feira, data da apresentação da conta do pontífice pelo presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, o arcebispo Claudio María Celli.
 
Os tweets do papa, de quase 86 anos, serão publicados em oito idiomas: espanhol, inglês, italiano, português, alemão, polonês, árabe e francês, enquanto a conta oficial do Pontífice será @pontifex (em inglês).
 
As dos outros idiomas serão acompanhadas pelas siglas do idioma, como: @pontifex_es, em espanhol; @pontifex_pt, em português; @pontifex_ar, em árabe; @pontifex_it, em italiano; @pontifex_fr, em francês; @pontifex_de, em alemão, e @pontifex_pl, em polonês.
 
Os primeiros tweets de Bento XVI serão publicados na próxima quarta-feira, por ocasião das audiências públicas das quartas-feiras, e terão maior frequência com a passagem do tempo.
O novo assessor de comunicação do Vaticano, o americano Greg Burke, que participou da apresentação do Twitter do papa, precisou que os tweets serão publicados a partir do meio-dia local e, de imediato, responderá perguntas relacionadas à fé.
 
As pessoas que desejarem enviar suas questões ao pontífice, por causa da data de abertura da conta, terão até o dia 12 para enviá-la. As perguntas poderão ser enviadas em qualquer um dos oito idiomas previstos à hashtag '#askpontifex'.
Além da presença do arcebispo Celli e de Burke, a apresentação da conta do Twitter do papa também contou com o secretário do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, Paul Tighe; o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, e o diretor do 'L'Osservatore Romano', Gian María Vian.
A presença de cinco representantes do Vaticano na apresentação do Twitter do papa, que escreve seus textos à mão e com uma letra muito pequena, evidenciou a 'importância' que a Santa Sé dá às redes sociais para divulgar o Evangelho, precisou Burke.
 
Embora o bispo de Roma não navegue pela internet, como revelou Lombardi, pede com frequência a seus colaboradores que realizem buscas pela rede.
Bento XVI inaugurou no último ano o portal multimídia do Vaticano na internet, 'News.va', com uma mensagem através da rede.
'Queridos amigos, acabo de lançar o 'News.va'. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Com minhas orações e bençãos', escreveu o papa usando um tablet de última geração.
 
O papa está convencido de que a Igreja precisa usar todos os meios de comunicação a seu alcance para divulgar o Evangelho e em vários documentos, como disse na mensagem enviada aos jovens por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, disse que precisam usar internet para apresentar Cristo ao mundo.
 
Além de usar a rede para divulgar as atividades do pontífice, da Igreja e da Santa Sé, há três anos o Vaticano criou um site conectado à rede social Facebook, através da qual os usuários podem trocar postais virtuais do papa, discursos e mensagens do pontífice.
 
Através da página também podem ser vistos vídeos de notícias sobre o Vaticano e o papa. EFE
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Verbo cantar. Elas cantam...!

Brigitte Bardot - Ne me laisse pas l´ameir
Sophia Loren - Zoo be zoo be zoo
Carla Bruni - Quelqu´un m´a dit
Blondie - Heart of glass
Nina Simone - Feeling good
Ella Fitzgerald - Summertime



- Quero roubar um beijo da Norah Jones! (vale o trocadilho)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Estado laico?

Uma minoria atéia contra uma maioria teísta.
Democracia ou questão de justiça? 

É preciso ter fé!

Ó  Deus  das  Segundas  Oportunidades  e  dos  Novos Começos. Aqui estou eu mais uma vez...”
 
(Nancy Spiegelberg)
 
 
    Esta era a mensagem em algumas bases missionárias. Na nossa, ela também estava presente. Depois daquela época, só me deparei com esta citação em um livro. E hoje, acordei com uma saudade imensa de ouvir esta mensagem. Uma esperança, né?
 
 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Catcher in the rye!



Minha música favorita do álbum "Chinese Democracy", em mais uma versão rara ao vivo!

Em: 07/11/2012 Hard Rock Cassino Hotel - Las Vegas - Apetitte For Democracy Residency.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Falou e disse, Black Alien!


RIO - Fantasma. Falta de inspiração. Chuva. Morte. Drogas. Esses foram os responsáveis por afastar Black Alien do mainstream. “Por ideologia”, como disse em conversa por telefone com O GLOBO, o rapper se recusou a participar da turnê de reunião de sua ex-banda, o Planet Hemp, que roda o Brasil desde setembro. Mas o niteroiense de 40 anos está de volta, com disco novo — o lançamento está previsto para março — e retorno aos palcos já neste sábado, na festa Luv 4 anos, na Estação Leopoldina. Na última semana, ele publicou no YouTube a canção inédita “Pra quem a carapuça caiba”, que já ultrapassou as 18 mil visualizações. 

Por que você levou oito anos para lançar o segundo disco solo, “Babylon by Gus, volume 2”?

Não tive nada para falar de 2004 até 2009, quando fui gravar em São Paulo. Foram 44 dias de chuva ininterruptos. Ainda apareceu um fantasma no estúdio e assombrou o Alexandre Basa, meu produtor. Era o espírito de uma menina que se matou naquela casa após ser deixada no altar pelo noivo. Chamaram um padre, que mandou o espírito para a luz. Na mesma semana, o Speed (o rapper Cláudio Márcio de Souza Santos) morreu. Voltei para o Rio, meio atordoado. Só agora consegui me ajeitar.
 
Quais são suas inspirações?

Deus, a família e os tempos que estamos vivendo. Comecei a anotar coisas sobre as eleições brasileiras e as gringas. E sobre as profecias que se concretizaram.

Você já foi parceiro de nomes como Herbert Vianna e Bi Ribeiro. Pretende convidar alguém para o álbum?

As letras são todas minhas. Serão de 12 a 14 faixas, com dois reggaes, mas é mais rap mesmo. Vou convidar cantores e MCs como Ogi, Flora Matos, Kamau e Gabriel O Pensador.

E os shows?

A turnê começa em março, mas tenho alguns shows marcados de agora até janeiro.

“Pra quem a carapuça caiba” tem menções às drogas. Qual sua relação com elas atualmente?

Fiquei cinco meses em reabilitação. Agora estou ótimo. Consegui me livrar de tudo, menos do tabaco. Venho tentando reverter a mensagem que estava mandando antes, se é que você me entende. A minha opinião sobre as drogas no disco 1 era "não use" através de metáforas. No 2, meu discurso é “pelo amor de Deus, seja homem e não use”. Continuo dizendo não a qualquer tipo de droga, inclusive as liberadas: o café, o tabaco, o álcool e o Rivotril. O fato de minha mulher estar grávida contribuiu para eu me retirar, descansar e reavaliar os meus valores.

Por que você não está participando da turnê de reunião do Planet Hemp?

Por ideologia. Eles não estão levantando uma bandeira? Eu não levanto bandeira nenhuma. Não quero meu nome associado a isso. Primeiro, existe uma redundância gramatical: “Legalize já, uma erva natural não pode te prejudicar”. Uma erva já é natural. Em português já está errado, confere? E “não pode te prejudicar" como, se fui preso? Eu tenho 40 anos. Na época do Planet, tinha 23. E me prejudicou. Conquistei minha carreira com muita dificuldade, com um público entre 800 e 2500 pessoas. A de "não sei quem" é de 20 mil pessoas. Mas graças a Deus não estou passando fome. Pude parar, refletir... Não tenho do que reclamar da vida, nem quero causar discórdia, arrumar polêmica.

Não existe chance de você participar de algum show?

Não vou participar de nada. Não é isso o que eu quero para os jovens. Não é questão de “não faça o que eu faço; faça o que eu digo”. É uma questão de realmente não acreditar mais nisso. Está errado. Se eu escrevesse sobre coisas em que não acredito, teria outra profissão. O poeta é bobão, ele escreve por ideologia, não quer saber de grana. Eu sou esse cara aí.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/black-alien-deixa-para-tras-fantasmas-drogas-6646862#ixzz2BeSVquLk
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Fonte: Jornal O Globo
Foto: Reprodução/Internet

 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vendas de Lady Gaga e Madonna até agora decepcionam!

  
  Circula pela imprensa carioca um burburinho um tanto inusitado, trata-se da fraca venda de ingressos para os shows de Lady Gaga e Madonna. Lady Gaga que se apresenta na cidade maravilhosa no dia 9 de novembro, no parque dos atletas (Barra da Tijuca), teria vendido até o momento apenas 14 mil ingressos. 

    Já Madonna, se apresentará apenas no dia 2 de dezembro, o que de certa forma mantém o otimismo dos produtores do evento. O show já tem 15 mil ingressos vendidos e as vendas continuam até a data marcada. O frenesi pela criadora e criatura parece ter esfriado em terras tupiniquins!

    A cidade de São Paulo também demonstra certa timidez nas vendas, e os ingressos também andam  encalhados devido a proporção do tamanho da população na capital paulistana e o poder aquisitivo. O que pode sinalizar uma nova era em estratégia de marketing para shows deste porte. No Rio, tapando o sol com a peneira, para a Lady Gaga, a partir de agora, uma promoção foi convocada, compre um e leve outro (é isso mesmo!).

    Ainda não há um posição oficial por parte da assessoria de imprensa da Time For Fun para esta parcial das vendas de ingressos. 

Enquanto isto, na família Medina.

    O Rock In Rio por sua vez ri a toa... Amparado por um grande investidor (Eike Batista) e vários patrocínios pontuais. O festival conta também com a cobertura do evento pela rede Globo, o que torna mais evidente o apelo para o evento em si. A pré-venda dos cartões que darão acesso aos shows, esgotou-se em 54 minutos com apenas 3 grandes atrações confirmadas. Isto porque, a organização reduziu a capacidade de 100 para 85 mil pessoas para a edição de 2013!

A equação sobre a teoria do dia.

Então, um dia é:

(a) mais um dia.
(b) menos um dia.
(c) tanto faz, depende.
(d) todas as opções acima!

As estações vão e voltam, e assim o ano começa e termina. De domingo a domingo, o dia com as suas 24 horas, 1.440 minutos e 86.400 segundos. Para uns termina cedo demais, e para outros tarde demais. O paradoxo do tempo! Subtraindo e somando, como é a conta da vida?

domingo, 4 de novembro de 2012

A Vertigem do Supremo.


A tese do mensalão como um dos maiores crimes de corrupção da história do País foi consagrada no STF. Veja-se o que disse, por exemplo, o presidente do tribunal, ministro Ayres Britto, ao condenar José Dirceu como o chefe da “quadrilha dos mensaleiros”: o mensalão foi “um projeto de poder”, “que vai muito além de um quadriênio quadruplicado”. Foi “continuísmo governamental”; “golpe, portanto”. Em outro voto, que postou no site do tribunal dias antes, Britto disse que o mensalão envolveu “crimes em quantidades enlouquecidas”, “volumosas somas de recursos financeiros e interesses conversíveis em pecúnia”, pessoas jurídicas tais como “a União Federal pela sua Câmara dos Deputados, Banco do Brasil–Visanet, Banco Central da República”.
Britto, data venia, é um poeta. Na sua caracterização do mensalão como um crime gigante, um golpe na República, o que ele chama de Banco do Brasil–Visanet, por exemplo? É uma nova entidade financeira? Banco do Brasil (BB) a gente sabe o que é: é aquele banco estatal que os liberais queriam transformar em Banco Brasil, assim como quiseram transformar a Petrobras em Petrobrax, porque achavam ser necessário, pelo menos por palavras, nos integrarmos ao mundo financeiro globalizado.

De fato, Visanet é o nome fantasia da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP), responsável, no Brasil, pelos cartões emitidos com a chamada bandeira Visa (hoje o nome fantasia mudou, é Cielo). Banco do Brasil–Visanet não existia, nem existe; é uma entidade criada pelo ministro Britto. E por que, como disse no voto citado, ele a colocou junto com os mais altos poderes do País – a União, a Câmara dos Deputados e o Banco Central da República? Com certeza porque, como a maioria do STF, num surto anticorrupção tão ruim quanto os piores presenciados na história política do País, viu, num suposto escândalo Banco do Brasil–Visanet, uma espécie de revelação divina. Ele seria a chave para transformar num delito de proporções inéditas o esquema de distribuição, a políticos associados e colaboradores do PT, de cerca de 50 milhões de reais tomados de empréstimo, de dois bancos mineiros, pelo partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No dia 13 de julho de 2005, menos de um mês depois de o escândalo do mensalão ter surgido, com as denúncias do então deputado Roberto Jefferson, a Polícia Federal descobriu, no arquivo central do Banco Rural, em Belo Horizonte, todos os recibos da dinheirama distribuída. Delúbio Soares, tesoureiro do PT, e Marcos Valério, um empresário de publicidade mineiro, principais operadores da distribuição, contaram sua história logo depois. E não só eles como mais algumas dezenas de pessoas, também envolvidas no escândalo de alguma forma, foram chamados a depor em dezenas de inquéritos policiais e nas três comissões parlamentares de inquérito que o Congresso organizou para deslindar a trama.
Todos disseram que se tratava do famoso caixa dois, dinheiro para o pagamento de campanhas eleitorais, passadas e futuras. Como dizemos, desde 2005, tratava-se de uma tese razoável. Por que razoável, apenas? Porque as teses, mesmo as melhores, nunca conseguem juntar todos os fatos e sempre deixam alguns de lado. A do caixa dois é razoável. O próprio STF absolveu o publicitário Duda Mendonça, sua sócia Zilmar Fernandes e vários petistas, que receberam a maior parte do dinheiro do chamado valerioduto, porque, a despeito de proclamar que esse escândalo é o maior de todos, a corte reconheceu tratar-se, no caso das pessoas citadas, de dinheiro para campanhas eleitorais. E a tese do caixa dois é apenas razoável, como dissemos também, porque fatos ficam de fora.

É sabido, por exemplo, que, dos 4 milhões de reais recebidos pelo denunciante Roberto Jefferson – que jura ser o dinheiro dele caixa dois e o dos outros, mensalão –, uma parte (modesta, é verdade) foi para uma jovem amiga de um velho dirigente político ligado ao próprio Jefferson e falecido pouco antes. Qualquer criança relativamente esperta suporia também que os banqueiros não emprestaram dinheiro ao PT porque são altruístas e teria de se perguntar por que o partido repassou dinheiro a PTB, PL e PP, aliados novos, e não a PSB e PCdoB, aliados mais fiéis e antigos. Um arguto repórter da Folha de S.Paulo, num debate recente sobre o escândalo, com a participação de Retrato do Brasil, disse que dinheiro de caixa dois é assim mesmo e que viu deputado acusado de ter recebido o dinheiro do valerioduto vestido de modo mais sofisticado depois desses deploráveis acontecimentos.

O problema não é com a tese do caixa dois, no entanto. Essa é a tese dos réus. No direito penal brasileiro, o réu pode até ficar completamente mudo, não precisa provar nada. É ao Ministério Público, encarregado da tese do mensalão, que cabe o ônus da prova. E essa tese é um horror. No fundo, é uma história para criminalizar o Partido dos Trabalhadores, para bem além dos crimes eleitorais que ele de fato cometeu no episódio. O escândalo Banco do Brasil–Visanet, que é o pilar de sustentação da tese, não tem o menor apoio nos fatos.

Essencialmente, a tese do mensalão é a de que o petista Henrique Pizzolato teria desviado de um “Fundo de Incentivo Visanet” 73,8 milhões de reais que pertenceriam ao BB. Seria esse o verdadeiro dinheiro do esquema armado por Delúbio e Valério sob a direção de José Dirceu. Os empréstimos dos bancos mineiros não existiriam. Seriam falsos. Teriam sido inventados pelos banqueiros, também articulados com Valério e José Dirceu, para acobertar o desvio do dinheiro público.

Essa história já existia desde a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios. Foi encampada pelos dois procuradores-gerais da República que fizeram os trabalhos da acusação, Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel, e transformada num sucesso de público graças aos talentos do ministro Joaquim Barbosa na armação de uma historinha ao gosto de setores de uma opinião pública sedenta de punir políticos, que em geral considera corruptos, e ao surto anticorrupção espalhado por nossa grande mídia, que infectou e levou ao delírio a maioria do STF.

Por que a tese do mensalão é falsa? Porque o desvio dos 73,8 milhões de reais não existe. A acusação disse e o STF acreditou que uma empresa de publicidade de Valério, a DNA, recebeu esse dinheiro do BB para realizar trabalhos de promoção da venda de cartões de bandeira Visa do banco, ao longo dos anos 2003 e 2004. E haveria provas cabais de que esses trabalhos não foram realizados.
A acusação diz isso, há mais de seis anos, porque precisa que esse desvio exista, pois seria ele a prova de que os 50 milhões de reais do caixa dois confessado por Delúbio e Valério são inexistentes e os empréstimos dos bancos mineiros ao esquema Valério–Delúbio, falsos e decorrentes de uma articulação política inconfessável de Dirceu com os banqueiros. Ocorre, no entanto, que a verdade é o oposto do que a acusação diz e o STF a engoliu. Os autos da Ação Penal 470 (AP 470) contêm um mar de evidências de que a DNA de Valério realizou os trabalhos pelos quais recebeu os 73,8 milhões de reais.

No site de RB é apresentado, a todos os interessados em formar uma opinião mais esclarecida sobre o julgamento que está sendo concluído no STF, um endereço em que pode ser localizada a mais completa auditoria sobre o suposto escândalo BB–Visanet. Nesse local o leitor vai encontrar os 108 apensos da AP 470 com os trabalhos dessa auditoria. São documentos em formato PDF equivalentes a mais de 20 mil páginas e foram coletados por uma equipe de 20 auditores do BB num trabalho de quatro meses, de 25 de julho a 7 de dezembro de 2005, depois estendido com interrogatórios de pessoas envolvidas e documentos coletados ao longo de 2006.

A auditoria foi buscar provas de que o escândalo existia, mas, ao analisar o caso, não o fez da forma interesseira e escandalosa da Procuradoria-Geral da República e do relator da AP 470, Joaquim Barbosa, empenhados em criminalizar a ação do PT. Fez, isso sim, um levantamento amplo do que foram as ações do Fundo de Incentivos Visanet (FIV) desde sua criação, em 2001. Um resumo da auditoria, de 32 páginas, está nas primeiras páginas do terceiro apenso (vol. 320). Resumindo-a mais ainda se pode dizer que: 

continue lendo a matéria aqui:


FONTE: SITE/  http://www.oretratodobrasil.com.br/
Foto: Matéria/Revista/O Retrato do Brasil

sábado, 27 de outubro de 2012

Parabéns Bondinho!

(Logo oficial)


(Homenagem do Google)


(Foto:Reprodução/Internet)

Counter Strike paulista!

Um cidadão com o cargo de secretário de segurança pública, diz:

- " Aqui em São Paulo, somos auto-suficientes, não precisamos da intervenção do exército, ou das forças especiais federais. A nossa polícia está preparada para tudo. Não há essa, de toque de recolher. Ou território em que a polícia não possa entrar."

Fonte: Brasil Urgente/ Band em 26/10/2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Glória Perez e os imbecis.

Glória Perez à Patrícia Kogut (O Globo):

Colunista - Como reagiu aos protestos de evangélicos em redes sociais sobre o fato de a novela “adorar” Ogum? 


Glória Perez - Não vejo protesto de evangélicos, o que vejo são interesses comerciais apelando para o fundamentalismo. E penso que, em casos assim, o pessoal da imprensa deveria seguir o sábio conselho do Millôr Fernandes: “Não se deve ampliar a voz dos imbecis”.

Enquete do Blog:

- Quem são os imbecis que a autora se refere?

(a) Evangélicos fundamentalistas.
(b) Telespectadores da Globo.
(c) O "pessoal" da imprensa.
(d) Todas as opções acima!

Axl Rose fala depois de 20 anos.



Como diria a digníssima Ana Júlia do fórum Better - "que cara de sorte esse Jimmy Kimmel" - realmente, agora nos resta destruir (no bom sentido) a Fundição na sexta que vem. Let´s rock gunners...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

U2 Cover RIO em Campos dos Goytacazes.



Num show que promete entrar de vez no hall dos grandes tributos e covers no Lord Pub em Campos, a tão desejada e sonhada noite regada à U2, tem data e horário marcados para começar. É neste sábado a partir das 23:00 h. Desta vez, a banda convidada figura entre as melhores do estilo no país. E se você é fã do U2 não pode perder este momento tão especial, que fica atrás somente, dos irlandeses originais da banda. A versão carioca cover, pede passagem na planície goytacá.

André Montana, simpático e vocalista talentoso concedeu este pequena entrevista, para que você leitor, possar ter uma ideia do que te aguarda neste próximo sábado.

Com a palavra, U2 Cover RIO: 

- Então, como começou esta ideia de formar uma banda cover do U2 na cidade maravilhosa? Isso ocorreu a partir de que ano, e como foi a aceitação do público?

    A idéia surgiu após a primeira passagem do U2 no Brasil em '98. Já éramos fãs da banda e a vinda do U2 só contribuiu para que formássemos a banda. Nosso primeiro show foi em junho de '98 e sempre comemoramos o aniversário da banda fazendo um show de 4 horas.
 - Quanto ao repertório, qual é o segredo para fazer uma noite inesquecível aos fãs tão fanáticos pela banda. Como vocês lidam com estas escolhas?
    O repertório sempre conta com músicas que nunca podemos deixar de tocar como "New Year's Day", "Where The Streets Have No Name", "With Or Without You", "One", "Vertigo", "Beautiful Day", etc... Mas o que faz para os fãs ser um show inesquecível é tocar aquelas músicas que nem o próprio U2 toca mais como "Rejoice", "Electrical Storm", "Running To Stand Still", "A Sort Of Homecoming", etc...
 - Durante os shows como vocês se sentem como banda? Já que recebem a emoção de cada fã da platéia onde muitos não tiveram a oportunidade de ver o próprio U2 ao vivo. O que isso representa para vocês?
     Ser uma banda cover é muita responsabilidade. Você precisa dar o melhor de si para fazer com que o público ache que realmente são seus ídolos no palco. É muito bacana receber o carinho e reconhecimento do público fazendo esse trabalho. É muito legal quando terminamos um show e vem um fã até nós agradecer por termos tocado uma determinada música. Realmente não tem preço.
 - O que podemos esperar para o show no Lord Pub em Campos, pela primeira vez com a U2 Cover Rio, num verdadeiro pub "britânico", onde o público está acostumado com vários tributos, entre eles: Pink Floyd, Guns N´Roses, Amy Winehouse e cia?
    Já tocamos em Campos outras duas vezes. A primeira vez foi em julho de 2000 e a segunda foi em agosto de 2010. A gente montou o repertório baseado no que o pessoal pediu na página do Lord Pub no facebook. Parece que o público é bastante fã do U2 visto que pediram músicas não tão usuais. O que posso adiantar é que faremos aproximadamente 3 horas de show dividido em 2 partes e tocaremos mais de 30 músicas.
 - E em relação ao U2 o que mais influencia vocês, o som, a espiritualidade, as atividades sociais ou a visão crítica do mundo pop e da política? E como vocês são influenciados pelo comportamento, um tanto que fora do comum, para uma banda de rock, que aborda coisas que vão do amor a da vida e até mesmo a guerra?
    Em primeiro lugar o som. O U2 é uma banda bastante incomum. A bateria explora bastante os tambores (surdos e tons), coisa que muitas bandas hoje em dia não exploram. Os sons da guitarra são magníficos. A interação do Bono com o público nos shows é algo inexplicável. O U2 é uma banda que está sempre a frente do seu tempo, vide quando começaram a utilizar os recursos dos samplers, coisa que nenhuma outra banda até então tinha utilizado. Os recursos audio-visuais também. Sempre a frente da sua época. É muito bacana também ver a proatividade da banda, acima de tudo do Bono, em relação a questões sociais. Nós inclusive, como cover do U2, somos também envolvidos com questões sociais e sempre que possível fazemos shows beneficentes. Quanto as letras do Bono, fica evidente as questões sobre o amor, guerra, espiritualidade, etc... É impossível não tirar o chapéu para as letras que ele faz.
- O que mais influenciou em vocês, em termos de som, para cada integrante da banda, qual foi o álbum ou turnê, que mais marcou?

    Nosso guitarrista, Marcos Cowboy, começou a gostar de U2 pelo álbum "Under A Blood Red Sky", isso foi em meados dos anos 80. A turnê preferida dele é a "Lovetown", turnê do álbum "Rattle And Hum" de '89/'90. Eu gosto muito dos anos 90 do U2. Pra mim os dois melhores álbuns são "Achtung Baby" e "Pop" e sem sombra de dúvidas a "Popmart" de '97/'98 foi a melhor turnê. Nosso baixista Gibram conheceu o U2 no início dos anos '90 e até hoje ele conta com detalhes como foi o show de '98 que ele foi aqui no RJ. Nosso baterista Gabriel conheceu a banda na mesma época que eu e o Marcos, em meados dos anos 80, mas ele fala que a melhor turnê foi essa última, a "360º".
- O que os fãs campistas podem esperar da apresentação deste sábado?!

     Os fãs campistas que nos aguardem pois faremos um show inesquecível. Tocaremos músicas de todas as épocas, todos os clássicos e muitas surpresas!!!!



Vale lembrar que a equipe do U2 BR (o maior portal não oficial sobre a banda), já divulgou o evento através do seu perfil oficial no facebook.

Nota do Blog: Quem estiver por perto em alguma cidade vizinha, assim como eu, não deixe de ir. Um evento que valerá a pena!!! Lets Rock, babe!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A democracia do presidente Luis Inácio Lula da Silva.



"...A democracia para mim não é meia palavra. A democracia é uma palavra inteira. Só que alguns, entendem por democracia, apenas o direito do povo gritar que está com fome. E eu entendo por democracia, não o direito de gritar, mas o direito de comer. Essa é a diferença fundamental. Democracia para mim, é permitir o direito de conquista. E não permitir apenas o direito de protesto..."

Fonte: Entrevista Carta Maior / 2010
Foto: Reprodução / Internet

domingo, 14 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O STF desmoraliza o Brasil, e a grande mídia ri do povo!

AO POVO BRASILEIRO


No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.

Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012

José Dirceu

FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET José Dirceu (1968)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

One prayer.


“Senhor, conceda-me a serenidade
para aceitar aquilo que não posso mudar,
a coragem para mudar o que me for possível
e a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
apreciando um momento de cada vez,
recebendo as dificuldades como um caminho para paz,
aceitando este mundo cheio de pecados como ele é,
assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse;
Confiando que o Senhor fará tudo dar certo
se eu me entregar à Sua vontade;
Pois assim poderei ser razoavelmente feliz
nesta vida e supremamente feliz na outra.”

Amém!
Fonte: Mr Brooks.
Foto: Reprodução/Internet

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dilma Rousseff faz história na ONU novamente!






Confira o discurso histórico na íntegra:


Senhor presidente da Assembleia Geral, Vuk Jeremic,
Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
Senhoras e senhores Chefes de Estado e de Governo,
 
Senhoras e senhores,
 
Mais uma vez uma voz feminina inaugura o debate na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Para muitos, nós, mulheres, somos a metade do céu, mas nós queremos ser a metade da Terra também, com igualdade de direitos e oportunidades, livres de todas as formas de discriminação e violência, capazes de construir a sua emancipação, e com ela contribuir para a plena emancipação de todos.
 
Senhor Presidente,
 
Um ano após o discurso que pronunciei nesta mesma tribuna, constato a permanência de muitos dos problemas que nos afligiam já em setembro de 2011. Quero hoje voltar a discutir algumas destas questões cuja solução é cada vez mais urgente.
Senhor Presidente,

A grave crise econômica, iniciada em 2008, ganhou novos e inquietantes contornos. A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando a recessão nas economias desenvolvidas com reflexos nos países emergentes, inclusive o Brasil.

As principais lideranças do mundo desenvolvido ainda não encontraram o caminho que articula ajustes fiscais apropriados e estímulos ao investimento e à demanda indispensáveis para interromper a recessão e garantir o crescimento econômico.

A política monetária não pode ser a única resposta para resolver o crescente desemprego, o aumento da pobreza e o desalento que afeta, no mundo inteiro, as camadas mais vulneráveis da população.
Os Bancos Centrais dos países desenvolvidos persistem em uma política monetária expansionista que desequilibra as taxas de câmbio. Com isso, os países emergentes perdem mercado devido à valorização artificial de suas moedas, o que agrava ainda mais o quadro recessivo global.
Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas como protecionismo. Devemos lembrar que a legítima defesa comercial está amparada pelas normas da Organização Mundial do Comércio.
O protecionismo e todas as formas de manipulação do comércio devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta.

Não haverá resposta eficaz à crise enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países e os organismos multilaterais como o G-20, o FMI e o Banco Mundial. Esta coordenação deve buscar reconfigurar a relação entre política fiscal e monetária para impedir o aprofundamento da recessão, controlar a guerra cambial e reestimular a demanda global.

Sabemos, por experiência própria, que a dívida soberana dos Estados e a dívida bancária e financeira não serão equacionadas num quadro recessivo, ao contrário, a recessão só agudiza esses problemas. É urgente a construção de um amplo pacto pela retomada coordenada do crescimento econômico global, impedindo a desesperança provocada pelo desemprego e pela falta de oportunidades.
 
Senhor presidente,
 
Meu país tem feito a sua parte. Nos últimos anos mantivemos uma política econômica prudente, acumulamos reservas cambiais expressivas, reduzimos fortemente o endividamento público e com políticas sociais inovadoras, retiramos 40 milhões de brasileiros e brasileiras da pobreza, consolidando um amplo mercado de consumo de massa.

Fomos impactados pela crise, como todos os países. Mas, apesar da redução conjuntural de nosso crescimento, estamos mantendo o nível de emprego em patamares extremamente elevados. Continuamos reduzindo a desigualdade social e aumentando significativamente a renda dos trabalhadores. Superamos a visão incorreta que contrapõe, de um lado as medidas de incentivo ao crescimento, e de outro, os planos de austeridade. Esse é um falso dilema. A responsabilidade fiscal é tão necessária quanto são imprescindíveis medidas de estímulo ao crescimento, pois a consolidação fiscal só é sustentável em um contexto de recuperação da atividade econômica.

A história revela que a austeridade, quando exagerada e isolada do crescimento, derrota a si mesma. A opção do Brasil tem sido a de enfrentar, simultaneamente, esses desafios.
Ao mesmo tempo em que observamos um estrito controle das contas públicas, aumentamos nossos investimentos em infraestrutura e educação.

Ao mesmo tempo em que controlamos a inflação, atuamos vigorosamente nas políticas de inclusão social e combate à pobreza. E, ao mesmo tempo em que fazemos reformas estruturais na área financeira e previdenciária, reduzimos a carga tributária, o custo da energia e investimos em infraestrutura, em conhecimento para produzir ciência, tecnologia e inovação.
Há momentos em que não podemos escolher entre uma coisa ou outra. Não há este tipo de alternativa. Há que desenvolvê-las de forma simultânea e articulada.

Assim como em 2011, senhor presidente, o Oriente Médio e o Norte da África continuam a ocupar um lugar central nas atenções da comunidade internacional. Importantes movimentos sociais, com distintos signos políticos varreram regimes despóticos e desencadearam processos de transição cujo sentido e direção ainda não podem ser totalmente estabelecidos.

Mas não é difícil identificar em quase todos esses movimentos um grito de revolta contra a pobreza, o desemprego, a realidade da falta de oportunidades e de liberdades civis, impostas por governos autoritários a amplos setores dessas sociedades, sobretudo às populações mais jovens.
Não é difícil, igualmente, encontrar nesses acontecimentos as marcas de ressentimentos históricos, provocados por décadas de políticas coloniais ou neocoloniais levadas a cabo em nome de uma ação supostamente civilizatória. Pouco a pouco, foram ficando claros os interesses econômicos que estavam por de trás daquelas políticas.

Hoje, assistimos consternados à evolução da gravíssima situação da Síria. O Brasil condena, nos mais fortes termos, a violência que continua a ceifar vidas nesse país.
A Síria produz um drama humanitário de grandes proporções no seu território e em seus vizinhos. Recai sobre o governo de Damasco a maior parte da responsabilidade pelo ciclo de violência que tem vitimado grande número de civis, sobretudo mulheres, crianças e jovens. Mas sabemos também da responsabilidade das oposições armadas, especialmente daquelas que contam com apoio militar e logístico de fora.

Como presidenta de um país que é pátria de milhões de descendentes de sírios, lanço um apelo às partes em conflito para que deponham as armas e juntem-se aos esforços de mediação do representante especial da ONU e da Liga Árabe. Não há solução militar para a crise síria. A diplomacia e o diálogo são não só a melhor, mas, creio, a única opção.
Ainda como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais. O Brasil é um dos protagonistas da iniciativa generosa “Aliança de Civilizações”, convocada originalmente pelo governo turco.
Com a mesma veemência, senhor Presidente, repudiamos também os atos de terrorismo que vitimaram diplomatas americanos na Líbia.
 
Senhor Presidente,
 
Ainda com os olhos postos no Oriente Médio, onde residem alguns dos mais importantes desafios à paz e à segurança internacional, quero deter-me mais uma vez na questão israelo– palestina.
Reitero minha fala de 2011, quando expressei o apoio do governo brasileiro ao reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas. Acrescentei, e repito agora, que apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política regional.
 
Senhor presidente,
 
A comunidade internacional tem dificuldade crescente para lidar com o acirramento dos conflitos regionais. E isto fica visível nos impasses do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Esse é um dos mais graves problemas que enfrentamos. A crise iniciada em 2008 mostrou que é necessário reformar os mecanismos da governança econômica mundial. Na verdade, isto até hoje não foi integralmente implementado.
 
As guerras e os conflitos regionais, cada vez mais intensos, as trágicas perdas de vidas humanas e os imensos prejuízos materiais para os povos envolvidos demonstram a imperiosa urgência da reforma institucional da ONU e em especial de seu Conselho de Segurança.
Não podemos permitir que este Conselho seja substituído – como vem ocorrendo – por coalizões que se formam à sua revelia, fora de seu controle e à margem do direito internacional.
 
O uso da força sem autorização do Conselho, uma clara ilegalidade, vem ganhando ares de opção aceitável. Mas, senhor Presidente, definitivamente, não é uma opção aceitável. O recurso fácil a esse tipo de ação é produto desse impasse que imobiliza o Conselho. Por isso, ele precisa urgentemente ser reformado.
 
O Brasil sempre lutará para que prevaleçam as decisões emanadas da ONU. Mas queremos ações legítimas, fundadas na legalidade internacional. Com esse espírito, senhor presidente, defendi a necessidade da “responsabilidade ao proteger” como complemento necessário da “responsabilidade de proteger”.
 
Senhoras e senhores,
 
O multilateralismo está hoje mais forte depois da Rio+20.
Naqueles dias de junho, realizamos juntos a maior e mais participativa conferência da história das Nações Unidas, no que se refere ao meio ambiente, e pudemos passos firmes rumo à consolidação histórica de um novo paradigma: crescer, incluir, proteger e preservar, ou seja, a síntese do desenvolvimento sustentável.

Agradeço especialmente o empenho do secretário-geral Ban Ki-moon e do embaixador Sha Zukang, que tanto colaboraram com o Brasil, antes e durante a Conferência.
O documento final que aprovamos por consenso no Rio de Janeiro não só preserva o legado de 1992, como constitui ponto de partida para uma agenda de desenvolvimento sustentável para o século XXI, com foco na erradicação da pobreza, no uso consciente dos recursos naturais e nos padrões sustentáveis de produção e consumo.
 
As Nações Unidas tem pela frente uma série de tarefas delegadas pela Conferência do Rio, somos parceiros. Menciono aqui, em particular, a definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
A Rio+20 projetou um poderoso facho de luz sobre o futuro que queremos. Temos de levá-lo avante. Temos a obrigação de ouvir os repetidos alertas da ciência e da sociedade, no que se refere à mudança do clima. Temos de encarar a mudança do clima como um dos principais desafios às gerações presentes e futuras.

O governo brasileiro está firmemente comprometido com as metas de controle das emissões de gás de efeito estufa e com o combate, sem tréguas, ao desmatamento da Floresta Amazônica.
Em 2009, voluntariamente, adotamos compromissos e os transformamos em legislação. Essas metas são particularmente ambiciosas para um país em desenvolvimento, um país que lida com urgências de todos os tipos para oferecer bem-estar à sua população.

Esperamos que os países historicamente mais responsáveis pela mudança do clima, e mais dotados de meios para enfrentá-la, cumpram também com suas obrigações perante a comunidade internacional. Outra iniciativa das Nações Unidas que o Brasil também considera importante, que saudamos, é o lançamento da Década de Ação pela Segurança no Trânsito – 2011/2020. O Brasil está mobilizado nas ações de proteção à vida, que assegurem a redução dos acidentes de trânsito, uma das principais causas de morte entre a população jovem do mundo. Para isso, nosso governo está desenvolvendo uma ampla campanha de conscientização em parceria com a Federação Internacional de Automobilismo.
 
Senhor Presidente,

Em um cenário de desafios ambientais, crises econômicas e ameaças à paz em diferentes pontos do mundo, o Brasil continua empenhado em trabalhar com seus vizinhos por um ambiente de democracia, um ambiente de paz, de prosperidade e de justiça social.

Avançamos muito na integração do espaço latino-americano e caribenho como prioridade para nossa inserção internacional. Nossa região é um bom exemplo para o mundo. O Estado de Direito que conquistamos com a superação dos regimes autoritários que marcaram o nosso continente está sendo preservado e está sendo fortalecido.

Para nós, a democracia não é um patrimônio imune a assaltos, temos sido firmes, - Mercosul e Unasul - quando necessário, para evitar retrocessos porque consideramos integração e democracia princípios inseparáveis.
Reafirmo também o nosso compromisso de manter a região livre de armas de destruição em massa. E nesse ponto, quero lembrar a existência de imensos arsenais que, além de ameaçar toda a humanidade, agravam tensões e prejudicam os esforços de paz.
O mundo pede, em lugar de armas, alimentos, para o bilhão de homens, mulheres e crianças que padecem do mais cruel castigo que se abate sobre a humanidade: a fome.

Por fim, senhor Presidente, quero referir-me a um país-irmão, querido de todos os latino-americanos e caribenhos: Cuba. Cuba tem avançado na atualização de seu modelo econômico. E para seguir em frente nesse caminho, precisa do apoio de parceiros próximos e distantes.

Precisa do apoio de todos. A cooperação para o progresso de Cuba é, no entanto, prejudicada pelo embargo econômico que há décadas golpeia sua população. É mais do que chegada a hora de pôr fim a esse anacronismo, condenado pela imensa maioria dos países das Nações Unidas.
 
Senhor presidente,

Este ano, assistimos todos aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, organizados brilhantemente pelo Reino Unido. Com o encerramento dos Jogos de Londres, já começou, para o Brasil, a contagem regressiva para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, que serão precedidas pela Copa do Mundo de 2014.
 
A cada dois anos, durante os Jogos de verão e de inverno, a humanidade parece despertar para valores que nos deveriam inspirar permanentemente: a tolerância, o respeito pelas diferenças, a igualdade, a inclusão, a amizade e o entendimento, princípios que são também os alicerces dos direitos humanos e desta Organização.

Ao inaugurar esta sexagésima sétima Assembleia Geral, proponho a todas as nações aqui representadas que se deixem iluminar pelos ideais da chama olímpica.
 
Senhoras e senhores,

O fortalecimento das Nações Unidas é extremamente necessário neste estágio em que estamos, onde a multipolaridade abre uma nova perspectiva histórica. É preciso trabalhar para que assim seja. Trabalhar para que, na multipolaridade que venha a prevalecer, a cooperação predomine sobre o confronto, o diálogo se imponha à ameaça, a solução negociada chegue sempre antes e evite a intervenção pela força.
 
Reitero que nesse esforço, necessariamente coletivo, e que pressupõe busca de consensos, cabe às Nações Unidas papel privilegiado. Sobretudo, à medida que a Organização e suas diferentes instâncias se tornem mais representativas, mais legítimas e, portanto, mais eficazes.

Muito obrigada!
 
Foto: Reuters
Fonte: G1/Globo.com

sábado, 22 de setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Parte II


Jeitinho Carioca (só os fortes entenderão).


E se fosse no Brasil?

China -  Os organizadores de um festival na China têm sido acusados de colocar mendigos em gaiolas - para que não incomodem os visitantes. As gaiolas foram projetadas para manter os mendigos longe dos milhares de turistas que frequentam uma enorme feira que ocorre em Nanchang, na província de Jiangxi.

 A inciativa surgiu após a feira virar um ímã de mendigos, que vão ao local para pedir dinheiro devido à grande circulação de pessoas. As gaiolas têm enfurecido os defensores dos direitos humanos na China que as consideram um "zoológico humano".

"Eles estão tratando-os como animas de zoológico. Só falta pedirem que eles façam 'truques' para ganhar alimento", contou um dos defensores dos direitos humanos

Um porta-voz da organização da feira disse: "Este ano nós decidimos que não aceitaríamos mendigos vagando por toda parte. É angustiante para nossos clientes".

"Os mendigos estão muito confortáveis  em suas gailoas, as pessoas enviam-lhes comida e água como presentes. Eles podem sair da gaiola quando querem, mas, para isso, precisam deixar a cidade", completou. As informações são do Orange News.

Foto: Reprodução/Internet
Fonte: O Dia  http://odia.ig.com.br/portal/mundo/mendigos-s%C3%A3o-postos-em-gaiolas-na-china-1.491740

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Brian Eno in Rio!.


O Rio de Janeiro se transformará em uma galeria de arte a céu aberto a partir desta sexta-feira com a instalação de quatro enormes esculturas de reconhecidos artistas internacionais e com a projeção de dois espetáculos audiovisuais.

As obras serão apresentadas oficialmente na sexta-feira, no feriado do Dia da Independência, mas algumas, como a gigante cabeça criada pelo espanhol Jaume Plensa que “flutua” na praia de Botafogo, já chamam a atenção do público há alguns dias.

As criações podem ser vistas gratuitamente em espaços públicos de grande circulação de pessoas, como a praça da Cinelândia, o parque de Madureira, as praias de Botafogo, a praia do Diabo (no Arpoador) e os Arcos da Lapa.

A inédita mostra internacional de arte urbana com obras de consagrados artistas internacionais é uma iniciativa do projeto “Outras Ideias para Rio” (OIR).
A intenção é precisamente passar a ideia de que a cidade pode ser pensada de uma forma diferente, disseram à agência Efe os organizadores da mostra.

O objetivo dos organizadores do OIR é montar uma exposição semelhante a cada dois anos e até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, como uma bienal de arte urbana ao ar livre.
Nesta sua primeira edição, o OIR conta com obras assinadas por diferentes artistas internacionais, caso do inglês Andy Goldsworthy, do produtor musical inglês Brian Eno, do escultor espanhol Jaume Plensa, do escultor americano Robert Morris, do projetista japonês Ryoji Ikeda e do escultor brasileiro Henrique Oliveira.

As esculturas e intervenções poderão ser apreciadas pelos cariocas e os turistas até o dia 2 de novembro, enquanto o espetáculo audiovisual de Ikeda só será projetado até o próximo domingo, no Arpoador, e a projeção digital de Eno, nos Arcos da Lapa, será exibida entre os dias 19 e 21 de outubro.

A exposição ao ar livre começou a despertar curiosidade dos cariocas já na última segunda, quando um guindaste colocou uma cabeça humana em fibra de vidro, assinada pelo catalão Plensa, sobre uma base especial nas águas da praia de Botafogo, na zona sul do Rio.

A obra em questão é a “Awilda”, uma escultura de 12 metros de altura que representa o rosto de uma menina taitiana e que parece flutuar nas águas frente à praia de Botafogo. Segundo o autor, a obra resume sua adoração por Iemanjá.

O alvoroço foi ainda maior nesta quinta, quando Morris concluiu o gigantesco labirinto triangular de vidro que montou na Cinelândia, uma das principais praças públicas do Rio de Janeiro e localizada em frente à sede do Conselho municipal.

Hoje também era possível ver a gigantesca cúpula de argila montada por Goldsworthy na sede da Ação da Cidadania, um centro cultural na zona portuária do Rio de Janeiro. No entanto, o interior da escultura em forma de iglu só poderá ser visitado pelo público a partir desta sexta.

O artista brasileiro Henrique Oliveira, por sua parte, optou por uma gigantesca escultura de madeira que foi instalada no parque de Madureira. A obra tem a forma de uma via com uma fenda no meio para permitir a passagem do público.

Foto: Pilar Olivares/ Reuters
Fonte:  http://www.centoetres.com.br/mochilando/noticias/?tag=brian-eno

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tem troco para 100?

PAUL MCCARTNEY ainda é o cantor mais rico do mundo, com cerca de 800 milhões de libras, de acordo com o site Celebrity Net Worth.

A lista compilada pelo site lista 58 figurões, entre eles MICK JAGGER, PHIL COLLINS e DAVE GROHL nas dez primeiras posições.

Mas o ex-Beatle está 200 milhões mais rico do que o segundo colocado, o crooner do U2, BONO. O líder do GN'R, AXL ROSE, aparece na décima-quinta posição.


A lista e os valores abaixo são de domínio público, baseados em uma gama de renda e fluxo de receita, e inclui ajustes relativos a impostos, taxas de empresariamento, administração e custos de estilo de vida.


1. Paul McCartney: $800m
2. Bono: $600m
3. Jimmy Buffett: $400m
4. Elton John: $320m
5. Mick Jagger: $305m
6. Sting: $290m
7. Phil Collins: $250m
8. Dave Matthews: $250m
9. Prince: $250m
10. Dave Grohl: $225m
11. Rod Stewart: $220m
12. David Bowie: $215m
13. Bruce Springsteen: $200m
14. James Hetfield: $175m
15. Axl Rose: $150m
16. Roger Waters: $145m
17. David Gilmour: $130m
18. Steven Tyler: $130m
19. Jon Bon Jovi: $125m
20. Anthony Kiedis: $120m
21. Sammy Hagar: $120m
22. Robert Plant: $120m
23. Bruce Dickinson: $115m
24. Eric Clapton: $115m
25. Brian Johnson: $90m
26. Ozzy Osbourne: $90m
27. Gwen Stefani: $80m
28. Eddie Vedder: $80m
29. Bob Dylan: $80m
30. Brian Wilson: $75m
31. Michael Stipe: $75m
32. Trey Anastasio: $75m
33. Joe Elliott: $70m
34. Peter Gabriel: $70m
35. John Fogerty: $68m
36. Stevie Nicks: $65m
37. Roger Daltrey: $65m
38. Chris Cornell: $60m
39. Mark Hoppus: $60m
40. Tom DeLonge: $60m
41. Chris Martin: $60m
42. Billie Joe Armstrong: $55m
43. Liam Gallagher: $50m
44. Zack de la Rocha: $50m
45. Vince Neil: $50m
46. Steve Perry: $45m
47. Jon Anderson: $45m
48. Maynard James Keenan: $45m
49. Jonathan Davis: $45m
50. David Lee Roth: $40m
51. David Byrne: $40m
52. Thom Yorke: $35m
53. Jack White: $30m
54. Geddy Lee: $28m
55. Rob Halford: $25m
56. Geoff Tate: $17m
57: Gregg Allman: $15m
58: Scott Weiland: $10m

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Uma moda que incomoda!

Proprietários decidem mudar nome de estabelecimento após crise diplomática

Índia -  Nos últimas semanas, proprietários de uma loja de roupas masculinas de Ahmedabad, na Índia, foram pivôs de uma crise diplomática entre o país asiático e Israel. Rajesh Shah, um dos donos, sequer imaginava que o nome de seu estabelecimento - batizado de Hitler - causaria tanta polêmica. Muito criticado pelos judeus da cidade, localizada no estado de Gujarat, e pelos diplomatas israelenses, ele disse que vai rebatizar a marca.

O estabelecimento tem "Hitler" escrito em letras garrafais e uma suástica como pingo do "i".
"Sim, estamos planejando mudar o nome da loja. Sofremos muita pressão das autoridades", afirmou Rajesh Shah em entrevista à BBC. Ele diz ainda que o governo irá compensá-lo pelos gastos com o recadastramento.

Manish Chandani, outro sócio do empreendimento, revelou que ninguém teve a intenção de glorificar Adolf Hitler. "Quando abri a loja, não estava ciente de que Hitler era o responsável pelo asssassinato de seis milhões de pessoas. Agora vou escolher um nome que não cause tanta polêmica".

Ainda segundo Chandani, o nome foi uma homenagem ao seu avô, cujo apelido era Hitler por ser "muito rígido". Outras pessoas, porém, comentaram que a intenção dos proprietários era atrair clientes curiosos.
"Estou feliz que os donos decidiram mudar o nome da loja. Imagino que eles perceberam que isso não estava certo", disse Orna Sagiv, cônsul-geral de Israel em Mumbai, na Índia.

As informações são do iG

Fonte: O Dia.
http://odia.ig.com.br/portal/mundo/loja-chamada-hitler-cria-tens%C3%A3o-na-%C3%ADndia-1.485187

Foto: Reprodução/Internet

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

OH MY itunes.

Muse - The 2nd Law.
Sublime - Jailhouse.
Coldplay - Charlie Brown.
P.O.D - Higher.
U2 - Seconds.
The Strokes - You Only Live Once.
Foo Fighters - Arlandria.
Forfun - Dissolver e Recompor.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

domingo, 19 de agosto de 2012

"Burra, injusta e covarde", greve nas federais!

A greve das instituições federais chegou a três meses. Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcio Tavares D’Amaral, a reivindicação por melhores salários e revisão do plano de carreira deve ser de outro jeito. Professor da graduação e da pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ e com 40 anos de experiência, Marcio acredita que os professores devem lutar, mas precisam usar as armas que têm, não um mecanismo que foi criado no século XIX.

EXTRA - Professor, qual é a sua opinião sobre a greve?

MARCIO - Apesar de concordar que devemos lutar pela valorização profissional, sou contra a greve. Para mim, é uma forma de luta é burra, injusta e covarde.

EXTRA - Por que a greve tem essas características?

MARCIO - A greve é burra porque nós somos a elite intelectual do país e não é possível que só saibamos lutar usando essa arma. Nós temos que reivindicar como intelectuais e, se isso não der resultado, é porque não fazemos falta. A greve é injusta porque os professores continuam recebendo seus salários. Por último, é covarde porque prejudica os alunos de graduação, já que a pós-graduação continua com as aulas.

EXTRA - E as reivindicações?

MARCIO - Concordo com a reivindicação salarial. Assim como os técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), somos pesquisadores. Além disso, por sermos professores, produzimos gerações. Entretanto, o crescimento dos nossos salários é menor em relação ao dos outros pesquisadores. Já o plano de carreira atual, acho melhor que as propostas dos sindicatos, mas não é ideal. Precisamos pensar em algo que favoreça os professores e respeite a formação de cada profissional.

EXTRA - Qual seria opção à greve?

MARCIO - O Brasil tem 59 universidades federais. Uma ideia seria reunir dois representantes de cada instituição, que tivessem uma representação nacional ou regional, e levá-los a Brasília para debater com a presidente Dilma Rousseff. Seria um fato político. Assim, seria possível ampliar a discussão e fazer com que ela chegasse à sociedade. O governo tem medo que a sociedade saiba que ele está agindo mal.

EXTRA - Como o senhor avalia a situação dos alunos?

MARCIO - Os alunos de graduação são, sem dúvida, os mais prejudicados com a greve, se não forem os únicos. São eles que estão há três meses sem aulas. Os estudantes da pós-graduação continuam tendo aula porque os órgãos que financiam as bolsas não reconhecem a greve. As bolsas de mestrado e doutorado têm prazos a serem cumpridos.
 
EXTRA - O governo já disse que a reposição das aulas será obrigatória. Qual sua opinião?

MARCIO - Umas das questões sempre discutida na saída de greve é a reposição das aulas. Isso está fora de questão, porque, é claro, que deve acontecer. Afinal, os alunos não podem ser penalizados pelos nossos atos.
 
EXTRA - Não parece um descompasso que o Brasil receba um ganhador do Prêmio Nobel como professor convidado, mas que as universidades federais estejam em greve?

MARCIO - É uma situação antagônica. Um profissional como esse tem muito a nos ensinar, e os alunos poderiam aproveitar esta troca de conhecimento. Com a greve, entretanto, perde-se bastante. A maioria dos estudantes não sabe da programação e acaba não participando dos eventos que são oferecidos na universidade.

FOTO: MARCELO THEOBALD
FONTE: JORNAL EXTRA