quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Vamos falar de música?

- Hoje me deu vontade de escrever bonito , de ter um jornal,uma redação e ter que lutar contra a crítica pra publicar minhas matérias .. enfim, chamar Spielberg pra me filmar.
Essas semanas atrás voltei a escutar coisas que não ouvia há muito tempo.. a sensação é otima!! Eu penso : como pude? e outras vezes em como desde pequena tinha um ouvido musical muito bom.(haha)Incrível como nosso gosto musical muda,se tranforma ,apura.
Acho impossível encontrar algo que nos aquiete ou nos excite tanto quanto a música,ela está presente no cotidiano,nas lembranças,na alma , nas chateações,nos momentos de alegria ou total desespero.Transcreve o quê sentimos e não conseguimos dizer por nós mesmos.
Música é a difusão de situações ,valores,sentimentos,épocas,tradições,religião.E é um mercado que nunca irá morrer ,por mais que ocorra uma terceira ou quarta guerra mundial , o ser humano ainda irá precisar se inspirar ou se divertir com música.É uma combinação de melodia e composição, em alguns casos faltam ambos, mas assim mesmo há quem goste.
Música é rebeldia ,é alucinógeno,é calmante ,é cura !!Todas as vertentes do rock , todo modismo, todos os ritmos de diferentes culturas,tudo aquilo que é agradavel aos ouvidos. Algumas trazem conselhos que por mais que vivamos 1.000 anos não entenderíamos sem elas, outras trazem uma dor quase que física ,nos remetem a momentos ruins, situações dolorosas ou pessoas, então deixamos de ouvir e como que brigamos com a música, outras que se pudéssemos a escolheríamos pra casar e passar o resto da vida conosco.
Umas são esquecidas ,deixadas de lado de tanto terem sido escutadas,outras nunca se consegue enjoar e acompanham a gente desde a infância até a velhice.Tem música que nos fazem sair do corpo,funcionam como um trabalho espiritual, aliviam, desestressam, nos ajudam a entender a nós mesmos.A gente memoriza logo da primeira vez que ouvimos, já é o bastante pra murmurar oque se lembra e procurar ,perguntar,pesquisar,comprar ,baixar e escutar no “repeat” durante o noite.
E a coisa mais impossível do mundo é pedir a alguem que realmente aprecie música escolher as 20 musicas de sua vida, aquelas que se morresse gostaria de levar pra ouvir na eternidade.E todo mundo que gosta quer se infiltrar no meio,tendo talento ou não,todo mundo já sonhou em ser músico um dia ,já entrou na aula de algum instrumento musical,já compôs alguma letra ou cisma que canta.Em suma quando for velha e não tiver quem me estenda a mão gostaria de ter meus discos, cds e mp3 como companhia e morreria tranquila e confortada!!!
FERNANDA MACEDO.

O natal de cada dia nos dai hoje!

Um jovem casal foge de uma sentença imposta pelo governo, onde seu primogênito filho seria sumariamente sacrificado. E a peregrinação se arrasta de uma cidade para outra. Vários sonhos e planos entalados na garganta os acompanharam. Mas a vontade de fazer a coisa certa e sobreviver, marcariam de vez a história da humanidade.

Imagine que acordar no âmago da madrugada com a visita inesperada de um ser angelical pronunciando um fato incomum e surreal, seja algo bastante assustador. Mas foi assim que ocorreu. A jovem escolhida entre milhares, estava destinada a ser portadora do ser mais ilustre que já existiu.

As circunstâncias da gravidez são as mais absurdas, e mesmo que fosse tão real e verdadeiro para os dois. O relacionamento deles jamais poderia prever que misteriosamente e milagrosamente, seriam os escolhidos de uma profecia sobrenatural. Mas sobrenatural mesmo, foram as circunstâncias, ela tão jovem, tão imatura. Ele tão trabalhador e ambicioso com o futuro enlace matrimonial...

A sociedade sempre foi a mesma e naqueles dias não era novidade que tenham levantado falso testemunho e intrigas a respeito da moça. A virgem que estava grávida sem estar casada! E para o desconcerto de muitos, grávida, sem ter tido uma relação íntima sequer com o seu noivo cortejado.

O noivo já selado pela tradição como marido, também sofreu ao saber de tudo que estava acontecendo. Mas ele também foi visitado por um funcionário divino, tendo uma reflexão da mais pura verdade que estava para acontecer. E foi assim que aconteceu.

O casal procura por abrigo para pernoitar. O relento não seria nada glorioso para o pequeno príncipe que estava prestes a nascer. O extravagante, o luxuoso e até mesmo o confortável não seriam totalmente necessários, afinal eles precisavam de um simples teto para pernoitar. E o máximo que arrumaram foi um estábulo.

Um recenseamento congestionou a cidade tendo todos os estabelecimentos ocupados. E o estábulo seria a “suíte real” mais importante da história, sem falar da manjedoura que jamais existirá em qualquer hotel 5 estrelas dos países mais desenvolvidos.

O parto foi testemunhado por alguns animais e a festa estava pronta. Alguns convidados trouxeram presentes, outros chegaram cantando “Glória a Deus nas alturas e, na Terra, paz e boa vontade entre os homens”. A dádiva da vida e o esplendor do nascimento estavam consumados. Aquela criança da manjedoura era considerada o messias, o salvador dos povos, das tribos e de todas as raças. A reconciliação do Criador com a criatura.
Este não é um conto de fadas, não é um poema. Mas um relato emocionante de um nascimento. Uma criança veio ao mundo, sendo Deus e sendo Homem, e desde o ventre de sua mãe, já estava estabelecido como o salvador. Aquele que mudaria a história...

È uma pena que este acontecimento seja apenas lembrando por uma data no calendário. A narrativa por mais que curta, nos mostra algumas coisas como sofrimento, perseguição, soberania e milagre. E é miseravelmente lembrada apenas por uma pequena data equivalente a 24 horas de um dia. Se já não bastasse, a mesma data ainda é dividida com o nosso anseio de consumo e momento de glutonaria.

O dia 25 de dezembro não é apenas a data do messias, e sim do papai noel a vários séculos. Aquele bom velinho que presenteia as crianças, que realiza alguns sonhos e consequentemente faz boas ações. Religiosos lutam todos os anos contra o papai noel e a cultura do natal, dizendo que são os verdadeiros opositores ao nascimento de Jesus. Mas se ao menos, pudéssemos ter o empenho da humanidade durante o ano, como temos nesta pequena data, já teríamos menos problemas. Porque o nascimento de Cristo, é algo diário sua história se repete a cada dia. E mesmo não tendo uma data específica para selar coeretemente sua vinda ao mundo, temos por meio da consciência a necessidade de descobrirmos-o diáriamente.

O messias que nasceu, nasce até hoje para diversas pessoas, e a sua história jamais estará entrelaçada com a de um velho senhor simpático, de barbas brancas, barriga farta, trajes vermelhos e brinquedos. Aquela criança que nasceu é a maior prova de que o natal é muito mais que um fato a ser lembrado, este acontecimento é para ser celebrado por toda a eternidade. Pois quando agradecemos a Cristo por ter se sacrificado num madeiro por nós, estamos automaticamente agradecendo por ele ter vindo ao mundo.

Que o natal seja um acontecimento diário nas nossas vidas...

"Porque um menino nos nasceu, um Filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9:6

Sole Deo Gloria,
David Azevedo

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Carta ao apóstolo PAULO.

Carta ao apóstolo Paulo,
Charles Phinney
Igreja Presbiteriana da Ásia Menor
Comitê de Missões

Paulo, o apóstolo a/c de Áqüila, o fabricante de tendas
Corinto, Grécia

Caro Paulo,

Recentemente recebemos uma cópia de sua carta aos gálatas. O comitê me orientou a informá-lo de várias coisas que nos preocupam profundamente:
Inicialmente, consideramos sua linguagem um tanto desequilibrada. Na carta, após a breve saudação aos gálatas, você imediatamente ataca seus oponentes afirmando que eles “querem perverter o evangelho de Cristo”. Então diz que esses homens deveriam ser considerados “malditos”; e, em outro lugar, você faz referência a “falsos irmãos”. Não seria mais caridoso lhes dar o benefício da dúvida — pelo menos até a Assembléia Geral ter investigado e julgado o assunto? Para piorar a situação, você ainda diz: “Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem!” (5:12, NVI). Essa declaração é apropriada para um ministro cristão? A observação parece muito áspera e desamorosa.

Paulo, temos realmente sentido a necessidade de preveni-lo sobre o tom de suas epístolas. Você confronta as pessoas de maneira áspera. Em algumas cartas você chegou até a mencionar nomes; essa prática tem, sem dúvida, angustiado os amigos de Himeneu, Alexandre e de outros. Afinal, muitas pessoas foram apresentadas à fé cristã pelo ministério desses homens. Embora alguns dos nossos missionários tenham manifestado lamentáveis deficiências, quando você fala desses homens de forma depreciativa só pode provocar sentimentos ruins.
Em outras palavras, Paulo, creio que você deveria se esforçar para ter uma postura mais moderada em seu ministério. Você não deveria tentar ganhar os que estão no erro demonstrando um espírito brando? Neste momento é provável que você tenha alienado os judaizantes a ponto deles não mais o ouvirem.

Por causa de sua sinceridade exagerada no falar, você também diminuiu suas oportunidades de influenciar futuramente a igreja como um todo. Se tivesse atuado de forma menos franca, sua presença poderia ser solicitada para integrar um comitê do presbitério para estudar a questão. Você poderia, então, ter contribuído com suas percepções, ajudando a delinear uma boa recomendação do comitê a respeito da posição teológica dos judaizantes, sem ter que resistir a personalidades em disputa .

Além disso, Paulo, precisamos manter a união entre os que professam a fé em Cristo. Os judaizantes, pelo menos, permanecem conosco na confrontação do paganismo e do humanismo à nossa volta e prevalecente na cultura do Império Romano atual. Os judaizantes são nossos aliados na luta contra o aborto, a homossexualidade, a tirania no governo etc. Não podemos permitir que diferenças sobre minúcias doutrinárias obscureçam esse fator importante.

Também devo mencionar que o conteúdo de suas cartas tem sido questionado, bem como seu estilo. O comitê questiona a propriedade da estrutura doutrinária de sua carta. É sábio importunar jovens cristãos, como os gálatas, com questões teológicas tão pesadas? Por exemplo, em vários lugares, você alude à doutrina da eleição. Você também entra numa longa discussão a respeito da lei. Talvez você poderia ter provado seu caso de outra forma, sem mencionar esses pontos complexos e controversos do cristianismo. Sua carta é excessivamente doutrinária, e provavelmente servirá apenas para polarizar as diferentes facções nas igrejas. Novamente, precisamos enfatizar a unidade, em vez de assuntos controvertidos, que acentuarão as divisões entre nós .

Em outro lugar, você escreveu: “Ouçam bem o que eu , Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar, Cristo de nada lhes servirá” (5:2, NVI). Paulo, você tem a tendência de descrever as coisas estritamente em termos de preto-e-branco, como se não houvesse áreas acinzentadas. Você precisa usar expressões mais equilibradas, para não se tornar exclusivista. De outra forma, seu ponto de vista afastará muitas pessoas, e fará com que os visitantes não se sintam bem-vindos. O crescimento da igreja não é promovido tomando-se essa linha dura e permanecendo inflexível.

Lembre-se, Paulo, não existe uma igreja perfeita. Precisamos tolerar muitas imperfeições na igreja, porque não podemos esperar ter todas as coisas ao mesmo tempo. Se você simplesmente pensar sobre sua experiência, você se lembrará de quanto fez mal à igreja no tempo da ignorância. Ao refletir sobre seu passado, você pode tomar uma atitude mais simpática para com os judaizantes. Seja paciente, e lhes dê algum tempo para chegar a um entendimento melhor. Enquanto isso, regozije-se pelo fato de todos compartilharmos a profissão de fé em Cristo, pois todos fomos batizados no nome dele.

Sinceramente,

Charles Phinney
Coordenador do Comitê de Missões
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Meio antigo, eu sei!!!Ao menos, a intenção vale...
Também tenho vontade de escrever algo semelhante ao portentoso!!!

Feliz natal, querido ateu.

Richard Dawkins parece bastante confortável com seu status como o mais influente apóstolo do ateísmo no mundo. Ele pode dormir sobre os louros ateístas da reputação de seu best-selling, Deus, um Delírio, e sua incessante defesa do ateísmo na mídia mundial. Até hoje, o Professor Dawkins tem demonstrado uma abordagem cruel para enfatizar seu caso, argumentando que pais que inculcam crenças religiosas em seus filhos são culpados de uma forma de abuso infantil.

E, todavia, parece que Dawkins quer agora chamar a si mesmo de um “cristão cultural”. O BBC [British Broadcasting Corporation] informa2 que agora Dawkins quer as tradições do Cristianismo cultural, e planeja cantar cânticos de Natal esse ano, “juntamente com o mundo todo”. Ora, por que
um ateísta desejaria cantar cânticos de Natal?

O BBC informa que os comentários do Professor Dawkins vieram em resposta a acusações por um Membro do Parlamento, de que a nação estava evitando referências ao Natal devido a atitudes politicamente corretas. Lemos no BBC:

O Prof. Dawkins, que tem freqüentemente falado contra o criacionismo e o fundamentalismo religioso, replicou: “Não sou um daqueles que deseja barrar as tradições cristãs. “Este é historicamente um país cristão. Eu sou um cristão cultural, da mesma forma como muitos dos meus amigos se chamam judeus ou muçulmanos culturais. “Portanto, sim, eu gosto de cantar cânticos com todo o mundo. Não sou um daqueles que deseja purgar a nossa sociedade da nossa história cristã. “Se existe alguma ameaça nesse tipo de coisa, penso que você descobrirá que ela vem de religiões rivais, e não de ateístas”.

O pensamento de Richard Dawkins cantando qualquer cântico com conteúdo explicitamente cristão é difícil de abrigar – a menos que o professor de Oxford pretenda cantar sobre uma fé que ele não professa.

Dawkins expandiu esses comentários num artigo publicado em 13 de dezembro de 2007, pelo The New Statesman.3 Nesse artigo Dawkins explica que o Natal é parte da história e cultura de sua nação, e assim, deve ser reconhecido, se não celebrado, por todos.

Ele até mesmo lança algumas farpas em direção aos Estados Unidos, sugerindo que a atitude politicamente correta e o medo de ofender a sensibilidade de alguém estão levando a uma negação da significância cultural do Natal. Tudo isso é desnecessário, ele insiste:

"Para melhor ou pior, a nossa cultura é historicamente cristã, e as crianças que crescem
ignorantes da literatura bíblica diminuem, incapazes de lidar com alusões literárias, ficando
na verdade empobrecidas. Não sou um amante do Cristianismo, e detesto a orgia anual de
gastos e despesas recíprocas negligentes, mas devo dizer que prefiro desejar a você “Feliz
Natal” do que “Boas Festas
”.

Não creio por nenhum momento que Dawkins tenha se abrandado para com as alegações cristãs sobre o Natal. Ele devota a maior parte do seu artigo a um esforço para ridicularizar as afirmações bíblicas sobre Cristo e o Natal. Argumenta:

"A maioria, mas não todos os estudiosos pensam, no cômputo geral, que um pregador
carismático itinerante chamado Jesus (ou Joshua) foi provavelmente executado durante a
ocupação romana, embora todos os historiadores objetivos concordem que a evidência é
fraca. Certamente, ninguém leva a sério a lenda que ele nasceu em dezembro. A tradição
cristã posterior simplesmente atribuiu o nascimento de Jesus a um festival de solstício de
inverno consolidado e conveniente
."

Bem, a afirmação que Jesus nasceu em dezembro é de fato lenda – uma afirmação não encontrada na Bíblia. As afirmações que realmente são encontradas na Bíblia, começando com a concepção virginal de Cristo e seu nascimento em Belém, são centrais e essenciais para a narrativa do Evangelho e a fé cristã.

Podemos apenas perguntar quais são os cânticos de Natal favoritos de Richard Dawkins. A visão de um ateísta declarado unindo-se a um coral de Natal é bem difícil de imaginar. Ao mesmo tempo, há algo confortante sobre a idéia que até mesmo o ateísta mais famoso do mundo moverá seus lábios em cânticos que celebram o nascimento de Cristo. Talvez aquelas palavras passem
dos seus lábios para a cabeça e coração. Deveríamos orar para que assim acontecesse.

Feliz Natal, Professor Dawkins.

Fonte: http://www.albertmohler.com/blog.php
1 E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em 15 de dezembro de 2007.
2 http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/politics/7136682.stm
Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)
www.monergismo.com




O Planeta Terra hoje:


3 bilhões de pessoas vivem entre o nível de miséria e pobreza.
30 milhões de refugiados de guerra.
27 conflitos religiosos declarados.
3 milhões de mortos em conflitos étnicos por ano.


Como anda o seu espelho?


"O comportamento é um espelho onde cada um mostra qual é a sua imagem"
____Goethe____

Solidão.


"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário ao qual a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto...

SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
___CHICO BUARQUE___

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Vamos conversar e nos entender...


Ao caminhar pela rua na noite de sábado, mas uma vez dei de cara com a situação decadente do nosso país. É engraçado a facilidade com que encaramos certos fatos, como nos acomodamos e achamos tudo normal. Vi um senhor de mais ou menos 75 anos as 22:00 horas se debruçar numa marmita. Pensando bem, é até aceitável aquela cena, afinal no frio, naquela hora nada melhor do que estar com a barriga cheia. Mas a cena era deprimente, e eu me senti muito mal vendo aquilo. Não que eu queira questionar o sistema, ou as escolhas que aquela pessoa fez. Mas eu estava diante de um ser humano, que agonizava e rezava pelo próximo prato de comida que lhe fosse dado.


A vida nesta correria maluca, onde todos tem que se superar a cada instante, estando sempre no limite ( ou quase no limite ). Doenças psicológicas começam a nos atacar como pragas. Consultórios de terapias vivem lotados, e a medicina cada vez mais nos dopa. Fico tentando imaginar onde perdemos a paz. Cristo o nazareno certa vez disse que nos daria a paz. E eu me pergunto para onde elea foi? Onde está ela? Quem souber me avise.


Semana passada um homem também idoso, também morador de rua, chamado pelo jornal local como um "andarílio" foi encontrado morto numa fazenda qualquer. A morte foi causada por frio e fome. Ele estava descalço. E eu me senti mal por ter visto e lido a história de mais um anônimo desta louca vida. Não quero propagar uma idéia de salvador da pátria. E nem estou escrevendo uma crônica, isso aqui é um desabafo. Mesmo que ninguém venha ler, já estarei me sentindo melhor em colocar isso para fora. Me sinto sufocado de ver as coisas acontecerem diante os meus olhos e não fazer nada, ou quase nada.


Justiça social é uma palavra que não existe no capitalismo mundial, em qualquer lugar do planeta vamos ver gente passando necessidades. Mas isso não é tão somente por culpa do sistema economico não! Engana-se quem acredita nisso...Isso vem de dentro de nós, o egoísmo, a indiferença, e a competição é algo nato a nossa natureza.


Eu quero acordar todas as manhãs me sentindo bem, com a consciência limpa, leve. Não posso mais carregar tanto peso sem ajuda, preciso de pessoas dispostas a durmirem com a revolução na mente. A mudança começa de onde menos esperamos. Temos que nos livrar da nossa própria vontade, que as vezes é mesquinha e má!!!


Não podemos mais cultuar nossos ídolos enquanto pessoas morrem ao nosso lado a todo instante, digo aqueles que morrem, mas que poderiam estar vivos com uma ajuda, um auxilio nosso!!!


A culpa em si é minha, em não influenciar vocês!!! Em não convoca-los para a mudança. Quantos "gritos silenciosos" terão que desaparecer mais uma vez?
David Azevedo

sábado, 17 de novembro de 2007

Enquanto isso, na capital do nosso país...

Brasília - A grande maioria dos parlamentares emendou o feriado da Proclamação da República, que foi na quinta-feira, e não compareceu ao Senado e à Câmara nesta sexta. Na Câmara, a secretaria-geral da mesa informou que, até as 16h30, apenas 11 dos 513 deputados registraram presença. O número não foi suficiente para abrir a sessão do Plenário. Para que isso aconteça, no mínimo 51 parlamentares precisam estar presentes na Casa até as 9h30.

No Senado, quando não há sessões deliberativas (destinadas a votações) não há o registro de senadores presentes. A sessão no Plenário para discursos chegou a ser aberta nesta sexta. Porém, menos de dez dos 81 senadores foram vistos na Casa.
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Como respeitar estes profissionais?

sábado, 10 de novembro de 2007

Um papo com o nazareno.

"Jesus a sua igreja precisa de você...tenha misericórdia de todos nós... pois pecamos todos os dias contra Deus, e cada vez mais estamos tornando o evangelho sem profundidade, e estamos acabando com a sua autenticidade...nos perdoe, por não interpretar a bíblia corretamente, mas nem somos tão culpados né, porque alguns pregadores nos ensinam prematuramente e precocemente sem nenhum auxílio intelectual...a igreja anda acreditando em tudo, e já não presta mais o culto racional que a sua palavra nos ensina!!!nos perdoe por sermos tão mesquinhos e egoístas a ponto de ficar discutindo religião e doutrina, e por fazer você ficar tão longe de nós...somos pecadores e erramos, fazemos tudo sempre dá nossa forma, e qualquer arrepio que sentimos, já logo dizemos que é você falando...desculpa mesmo por isso!!!temos fé o bastante para nos odiarmos e criarmos encrencas... desculpa por fantasiar as coisas, e cada vez mais ficar restrito as quatro paredes, fazendo nossas programações na igreja, enquanto milhares de pessoas morrem, passam fome e sentem frio!!!nos perdoe também, por mercantilizar e tornar o seu evangelho uma excelente ferramenta do capitalismo..Jesus, também nos ajude nos dias atuais, porque nossas crianças simplesmente estão perdendo a inocência, nossos adolescentes cada vez mais estão promíscuos, nossos jovens afundados na dúvida no prazer e nas drogas, nossos pais andam se divorciando!!!estamos enganados com a teologia da prosperidade e o evangelho da graça, porque assim nos acomodamos e nos tornamos sedentários no teu reino!!! nos dê um amadurecimento e seja rígido com as suas correções, porque simplesmente queremos crescer, e não ser o que a igreja anda sendo hoje!!!"
Obrigado Jesus !!!
Sinceramente...
David Azevedo

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Aos 43 anos, ator Russell Crowe se prepara para ser batizado

Nova York (EUA) - O ator premiado com o Oscar, cuja imagem de bad boy sempre precedeu sobre qualquer possível lado espiritual, disse à revista Men's Journal que pretende ser batizado numa capela bizantina que mandou construir em sua propriedade rural na Austrália para se casar com a cantora e atriz australiana Danielle Spencer em 2003. Crowe disse que seus dois filhos, Charlie, de 3 anos, e Tennyson, de 1, foram batizados na capela.
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Máximus Décimus Meridius, DEUS TE ABENÇOE !!!

Nas Raves, os jovens se transformam no Pac-Man


“... Vídeo-games não influenciam crianças. Quer dizer, se o Pac-man tivesse influenciado a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas...".



Kristian Wilson, Nintendo, 1989


Quando cunhou a frase acima, Kristian Wilson, então diretor da Nintendo, não imaginava que os videogames influenciariam tanto as gerações seguintes. A frase irônica e sarcástica iria, quase duas décadas depois, tornar-se uma metáfora de uma realidade cruel: o transe das festas rave.


O maior apelo das festas rave parece ser a proposta de “vibração de energia”, a “vibe”, “psi”, ou a transcendência. O tipo de música, de repetição e eletrônica, favorece a que se imaginem certos “estados de transe”. Seria estupidez afirmar que todos “baladeiros” que curtem as Raves tomam as famosas “balinhas” (ecstasy). Mas um grande número toma, e muitos que não tomam, cheiram o seu lança-perfume, ou a sua “loló”... Com poucas exceções, o panorama é este.


É apenas uma versão, mais avançada tecnologicamente, dos antigos “encontros dionisíacos” de alguns grupos hippies, ou dos posteriores rockeiros, ou dos punks e dos góticos.


Mas o que chama a atenção nesta versão atual é a objetividade com que se assume o “transe psi”, que é a grande proposta, a comunhão de energias, sob embalo das “balinhas”, muita água, bebidas, e som eletrônico, traçando a fronteira do novo culto tribal, da alta tecnologia de informação.

Engana-se quem pensa que o mundo muda muito. Ele apenas se transforma, funciona como um espelho invertido. Vejam só, desde a geração hippie, nos anos 70, até hoje, o que mudou ou - na verdade - se transformou.
A drogadicção - ou dependeência química - apenas assumiu uma adaptação a uma nova era de alta tecnologia e informação. Os ácidos lisérgicos, um “must” entre os hippies de 1970, receberam a concorrência do ecstasy, que tem um apelo de “transcendência psi”, a droga do amor, como chamam alguns. Na verdade desidrata o organismo e deixa o sujeito hipersensível a sons, toque e cores, muito parecido com as anfetaminas.
Mas o ecstasy tem o “rótulo” ou a embalagem da droga do “mitológico Dionísio”. Existe um “barato” dos Deuses, do vinho e do amor, Eros e Dionísio, pois é comum escutarmos de pessoas que voltaram dessas “baladas”, no dia seguinte, descrevendo a “Onda de amor”, a “total interação com Deus e com os outros”. Ou seja, houve apenas uma transformação dos grandes encontros de 70, para estes, que colocaram o signo da modernidade, a eletrônica “transcendência psi”.
Ou vocês acham que um bando de pessoas dentro de salas escuras ( festas Rave), ou em grandes pátios cercados, tomando "balas" e ouvindo músicas eletrônicas( Psy, Trance...) , ligadaças, chupando os comprimidos e andando em labirintos,não são exatamente a "imagem de Pac-Man"? Kristian Wilson, de certa forma acertou, atirando no que viu, e acertando no que não viu.


* Lucio Massafferri Salles é psicanalista
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Não querendo polemizar, ainda procuro um sentido para tudo isto. Em breve, formarei uma opinião concreta sobre o tema.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O FLAMENGO SEMPRE FOI PENTA


A Copa União foi a primeira rebelião bem-sucedida levada adiante pelos principais clubes do país contra os desmandos da CBF. Vencida em seu propósito de montar um campeonato nacional com mais de 20 clubes, a entidade viu-se obrigada a promover um outro, com a turma que ficou de fora do filet mignon. Enciumada, decidiu meter a sua colher, para provar ou pelo menos tentar provar quem tinha a força.

Assim, quando já haviam sido disputadas cinco rodadas da Copa União, a CBF impôs o tal cruzamento de que tanto se fala, dos dois primeiros colocados da Copa União, que a entidade passou a chamar de Módulo Verde, com os dois primeiros colocados do outro campeonato, que apelidou de Módulo Amarelo. O vencedor do quadrangular, anunciou a CBF, seria o campeão brasileiro. Os dirigentes dos clubes que disputavam a Copa União recusaram-se a cumprir a determinação, mesmo porque a competição não era organizada pela entidade.

Pois a Copa União, que começou em setembro, seguiu normalmente até dezembro, assim como o tal campeonato promovido pela CBF. A final da Copa União, como se sabe, foi disputada entre Flamengo e Internacional. Houve empate de 1 a 1 no Beira-Rio. No Maracanã, o rubro-negro venceu por 1 a 0. Pois no mesmo dia, 13 de dezembro de 1987, o Sport e o Guarani decidiram o título do tal Módulo Amarelo. No primeiro jogo, realizado em Campinas em 6 de dezembro de 1987, o Guarani venceu por 2 a 0. No da volta, o dia 13, em Recife, o Sport devolveu o placar. Houve a necessidade da prorrogação, que terminou em 0 a 0. Os dois clubes partiram para a decisão por pênaltis. Acabou em 11 a 11. Os presidentes do Sport, Homero Lacerda, e do Guarani, Leonel Martins de Oliveira, entraram em campo e acordaram em dividir o título. Apertaram as mãos e comunicaram o fato ao árbitro maranhense Josenildo Santos, que deu o jogo por encerrado.

Na quinta-feira, 21 de janeiro de 1988, o presidente do CND, Manoel Tubino, veio a público afirmar que era o Flamengo, e não a dupla Sport-Guarani, o legítimo campeão brasileiro de 1987. O seu discurso bateu de frente com o da dupla que comandava a CBF, formada por Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid. A dupla era inimiga pública e notória do presidente do Flamengo, Márcio Braga, somando assim mais um forte motivo para continuar impondo o tal cruzamento. Na realidade, a essa altura, já seriam seis os clubes a disputarem o quadrangular, dado que o Bangu e o Atlético-PR, eliminados respectivamente por Sport e Guarani nas semifinais do Módulo Amarelo, não chegaram a decidir quem seria o vice dessa competição. Sim, deveria haver um vice, já que Sport e Guarani dividiram o título - lembram-se?
Mas o fato é que Sport e Guarani cumpriram a tabela do tal quadrangular e chegaram à decisão do que a CBF chamava de Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo, realizado em Campinas, no dia 31 de janeiro de 1988, houve empate de 1 a 1. No segundo, em 7 de fevereiro, em Recife, o Sport venceu por 1 a 0. E a entidade o proclamou campeão.

Assim sendo, o campeão oficial de 1987, o campeão da CBF, passou a ser o Sport. Até seria. Se o Atlético-PR e o Bangu decidissem quem era o vice e se um deles, ostentando tal condição, também participasse da decisão, dado que o título do tal Módulo Amarelo - lembram-se - foi dividido entre Sport e Guarani. Se são dois os campeões há de se ter um vice.

Ora, só os que não têm um mínimo de bom senso que preferem ficar repetindo que o título do Flamengo não valeu. Curioso: critica-se praticamente tudo o que a CBF faz. E só quando se trata da questão do Brasileiro - ou dos Brasileiros - de 1987 é que insistem em dar razão à entidade.
Ora, se vale o que chamam de oficial, porque não se defende o título que o Vila Nova de Minas levantou ao ganhar a Segunda Divisão de 1971, no primeiro ano em que a CBF tornou o Brasileiro oficial? Pois o Vila ganhou o campeonato e foi sumariamente excluído da Primeira Divisão em 1972. Como se vê, a entidade escorregou na banana logo no primeiro ano de campeonatos oficiais.

Roberto Assaf é colunista do LANCE!
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Apenas para constar, um time com ZICO e cia teria medo de enfrentar o Sport?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Ladrão é assaltado e reclama da falta de policiamento!


Preso após praticar dois furtos e um roubo na periferia de Maringá, no Paraná, Jorge Mello Júnior, 19 anos, reclamou da criminalidade na cidade. O desabafo foi feito após Júnior denunciar que foi assaltado depois de praticar um dos furtos. "Maringá está muito violenta. Precisa de mais policia nas ruas". afirmou o rapaz, indignado com a falta de respeito dos colegas assaltantes. Júnior foi preso após invadir três casas na zona norte da cidade. Levado à delegacia, ele explicou que outra carteira e um celular que ele havia furtado de uma das vítimas haviam sido roubados por uma gangue do bairro. E não ficou por aí. Indignado, Júnior reclamou da violência."Vim de São Paulo (SP) há quatro meses e, logo no meu primeiro assalto, sou assaltado". esbravejou.
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Jorge você ainda teve muita sorte. Porque lá em Brasília todo mundo assalta todo mundo. Terra sem lei, sem ordem e sem justiça. Eu se fosse você não chegava perto!!! Poderia ter voltado sem as calças...

Como diria Cap Nascimento: Governador você é um fanfarrão!


Cesar Maia ironiza declaração de Cabral sobre aborto: 'Não é para levar a sério, governador'O Globo Online; O Globo Reuters/Brasil Online
RIO - O prefeito do Rio, Cesar Maia, ironizou nesta quinta-feira, em seu blog, as declarações do governador Sérgio Cabral, que defendeu a legalização do aborto como forma de reduzir a violência no país, baseado na teoria dos autores de "Freakonomics", livro dos americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que relaciona natalidade, pobreza e violência.

"A correlação com o aborto é uma alegoria usada no Freaknomics, que se não tratar de correlações inusitadas, não vende o livro. Não é para levar a sério, governador", diz Cesar Maia.

Nesta quarta-feira, Cabral afirmou que o índice de natalidade nos bairros de classe média e alta do Rio possuem padrão "europeu", enquanto as periferias e favelas possuem níveis "africanos".
- Se você for à Lagoa e ao Méier, vai encontrar taxas de natalidade de um país civilizado, desenvolvido. Infelizmente, nas comunidades mais carentes do Rio, as mulheres não conseguem uma orientação em termos de planejamento familiar e têm uma relação mãe-filho com taxas de países da África e da Ásia. Há dois "Brasis" - afirmou governador.

Cabral disse que é preciso oferecer às mulheres, sejam elas de comunidades carentes ou não, condições de interromper a gravidez indesejada. O governador ainda afirmou que embora não seja favorável ao aborto, ele é um direto das mulheres, e citou países onde o procedimento é permitido.

- O aborto é um direito. Não sou a favor do aborto, mas a mulher tem o direito à interrupção de uma gravidez indesejada. Em Portugal, na Espanha, nos EUA, no Japão, é assim. Por que, no Brasil, não pode ser assim? - indagou o governador.

O governador explicou que o estudo do economista mostrou que a permissão do aborto nos EUA, a partir dos anos 70, fez com que as mulheres tivessem acesso à rede pública.
- Não é uma questão ideológica. Eu quero que as redes pública e privada sejam legalizadas para aprovar o aborto. Não tem nada a ver com a mais rica ou a mais pobre - disse Cabral. Chico Alencar diz que Cabral aproxima-se de pensamento nazi-facista
O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), criticou a teoria defendida por Cabral. Alencar classificou como nazi-fascista e racista o fato de o governador ter afirmado que, enquanto a Zona Sul do Rio tem um padrão de natalidade sueco, a Rocinha, com um padrão "Zâmbia, Gabão", "é uma fábrica de produzir marginal".

- Opor "padrão Suécia" contra "padrão Zâmbia" é eurocentrismo neocolonialista. Defender aborto como meio de controle da natalidade dos pobres, por serem estes potenciais criminosos, é justificar políticas de extermínio, inclusive na segurança pública - afirmou Alencar.

O deputado ainda acusou o governador de ter ofendido as mulheres de comunidades carentes.
- É uma ofensa às mulheres da Rocinha e de todas as comunidades pobres. Direito à saúde é direito à informação sobre contraceptivos, é direito ao planejamento familiar consciente, é direito à assistência pré-natal, é direito à maternidade, à creche, à educação infantil: a tudo o que os moradores do Leblon e da Suécia têm, e outros não, mas não pelo "crime" de terem nascido - reclamou Chico Alencar.
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Governador com todo respeito...mas o senhor é um fanfarrão!
Não vou questionar a prática do aborto, mas lanço apenas questionamentos sociais e inerentes a causa:
Como ter uma política pública de aborto, se os hospitais agonizam?
Onde estão as políticas públicas de prevenção a gravidez, juntamente com a educação sexual nas comunidades mais carentes?
Se fosse o fictício capitão aqui perguntando, a resposta estaria na ponta da língua, as políticas públicas de prenvenção estão no...CENSURADO he he he

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Samba da Eulália


De onde vem, de onde vem
Aquela bela formosa mulher
Que faz a zona sul aplaudir de pé

Passos largos e passos rápidos
Em mais uma esquina
Várias ruas em volta, ruas em Copa

Irônica e irreverente
Faz do samba uma brincadeira
Uma canção atraente

Sua pele rosada e seu sorriso
Transforma tudo em magnífico
Numa roda de conversa
Mais um copo, mais uma cerva


Ah como é lindo ver
Como é bom ter você
No intenso sol do Rio
Na areia e no mar
És tu a poesia da praia

De onde vem, de onde vem
Aquela agonia numa nostalgia
É Eulália do sorriso da alegria






quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Os 10 mandamentos do Comando Vermelho

1- Não negar à Patria.
2- Não cobiçar a mulher do Próximo.
3- Não conspirar.
4- Não acusar em vão.
5- Fortalecer os caídos.
6- Orientar os mais novos.
7- Eliminar nossos inimigos.
8- Dizer a verdade mesmo que custe a vida.
9- Não caguetar.
10- Ser coletivo.

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Pois é, o crime organizado no Brasil possui até um código de ética e moralidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Onde estão os jovens?

Versos do Chico...



Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e
cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


Ao mestre com carinho...




"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"
Mário Quintana

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Você conhece Udora? Então segue a dica...

A história começa no Brasil, num ponto que se tornou referência para todos da banda - Rock in Rio, o maior festival de musica já feito na América do Sul. O Udora (ainda sob o nome Diesel) participou de uma "batalha de bandas" na qual disputou com 1500 outros artistas o prêmio principal, que seria tocar para 250.000 pessoas na noite final do festival.
A grande exposição obtida possibilitou uma turnê de muito sucesso, através da qual a banda vendeu 10.000 CDs lançados de forma independente, ao longo de 150 shows por todo o território brasileiro.Logo depois a banda mudou-se para os Estados Unidos, ao desembarcar em Los Angeles, Califórnia, com as roupas do corpo, 700 dólares na carteira e alguns equipamentos. Com o pouco que tinham, compraram uma velha van, equiparam-na com um velho colchão encontrado na rua, e essa passou a ser a moradia da banda, sempre na esperança que dias melhores viriam.Com toda a dificuldade encontrada, o Udora fez inúmeros shows por todo o território americano, sempre tentando absorver as muitas nuances e sutilezas da cultura, sempre com a preocupação de não abandonar suas raízes.
Tudo começou a se encaixar quando muitos fãs começaram a se identificar com a musica e historia do Udora, manifestando sua admiração em shows, lojas de discos, Internet e até nas ruas.Durante 5 anos nos EUA, o Udora criou oportunidades para trabalhar com alguns dos mais respeitáveis veteranos da cena musical.
A banda fez turnês por todos os Estados Unidos, totalizando mais de 150 shows ao todo, com bandas de gravadoras major como Jerry Cantrell, Mad At Gravity, Maxeen, The Bronx e gravou com produtores renomados como Matt Wallace (Maroon 5, Faith no More, Train), Gavin Mackillop (Toad the Wet Sprocket, Goo Goo Dolls), Bob Marlette( Black Sabbath , Seether, Ill Nino) e Thom Russo (System of a Down, Johnny Cash, Audioslave). Todo esse trabalho culminou com o lançamento do álbum Liberty Square em 2006, álbum refinado e bem produzido, que mostrava todo o amadurecimento e evolução da banda.
O Liberty Square recebeu inúmeras resenhas elogiosas de revistas especializadas e websites de grande porte e ajudou a consolidar o nome da banda perante à milhares de fãs de música.2007 tem sido um renascimento para a banda. De volta ao Brasil, o Udora se propõe a cantar em português, com o intuito de promover e estabelecer o entendimento total com o público de seu país natal. A banda agora projeta levar sua mistura única de rock, punk, pitadas de MPB e letras introspectivas para grandes platéias no Brasil. Esse desejo é refletido em cada uma das novas canções, que farão parte do novo disco, Goodbye Alô, disponíveis no site oficial www.udora.com. A proposta sonora original continua, ao ouvirmos o peso habitual, a característica pop e a já conhecida assinatura melódica das composições.
Já com uma música de sucesso nas rádios de BH, Por Que Não Tentar De Novo, o Udora se encontra em fase de finalização de seu novo CD, Goodbye Alô, que tem previsão de lançamento para Outubro de 2007."As perspectivas que nos guiam mostram os caminhos. O resultado final é o que sempre temos em vista, mas apreciar o "durante" e a lição mais importante. A estrada a ser percorrida pode ser tanto desagradável quanto iluminadora, e para conquistarmos as metas que estabelecemos, temos que estar focalizados também na jornada e não somente no destino", diz Gustavo.
O Udora apresenta um som original, de caracteristica primal e refinada, que se encaixa perfeitamente na cena do Rock moderno atual. Com apresentações ao vivo que são descritas como "explosivas e reveladoras", o Udora esta determinado para finalizar mais uma jornada, com o intuito de se lançar na direção de outras muito maiores.
www.udora.com.br

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vamos falar sobre COEXISTÊNCIA...


A Coexistência é mais do que um conceito e mais do que uma idéia bem aceita para a nossa cultura global. Ela envolve mudar as nossas vidas e desafiar a nossa maneira de pensar. A Coexistência não é necessariamente aprender a viver junto, mas talvez aprender a viver lado a lado. Muitos de nós têm esperança de uma existência pacífica, mas infelizmente todos os dias ainda há violência e terrorismo contra pessoas inocentes em muitos cantos do mundo. As pessoas sensatas deveriam receber a mensagem de coexistência e levá-la em seus corações e mentes.
A exposição é uma tentativa pioneira de apresentar a difícil busca por uma solução. Ela não traz soluções políticas, mas faz um apelo às pessoas pelo diálogo. O mundo em que nós vivemos hoje precisa de muita boa vontade e amor. A pobreza e a riqueza extremas existem lado a lado com uma grande disparidade. A hostilidade e a desconfiança crescem do outro lado das cercas que as pessoas constróem. Faríamos bem em aprender a apoiar ao invés de enfraquecer um ao outro e aprender a entender as diferenças entre nós e estimar e valorizar essas diferenças. Nos dias de hoje, é muito importante que uma voz lúcida clame por um diálogo lógico e sábio, e ao mesmo tempo rejeite todas as formas de violência.
A mensagem de tolerância e compreensão precisa ser ouvida em cada canto do mundo e em todos os locais possíveis. Especialmente em épocas de sofrimento e fúria, todos nós precisamos ser o coração e a voz daqueles urgindo por diálogo e um retorno à discussão. As pessoas constroem muros para se proteger. Porém, mais do que isso, algumas vezes precisamos nos proteger de nós mesmos. Estamos ainda mais preocupados com os muros que as pessoas constroem em seus corações, muros que são construídos nos corações das crianças, muros mentais que são construídos em momentos de medo e provocação; serão necessários muitos anos de educação e muito esforço para destruir esses muros.
Nós nos perguntamos como chegamos nesse terrível ponto - tanto aqueles que estão vivendo os conflitos quanto aqueles que assistem de fora e não entendem. O que acontece hoje em todo o mundo é um ciclo que não pode ser quebrado sem líderes corajosos e motivados que precisam resolver os problemas com generosidade, compreensão mútua e não-violência.
O que precisamos hoje em muitos lugares no mundo é mais consideração, carinho, humildade e amor. Não podemos continuar a educar as gerações futuras com base na diferença. Não podemos permitir que mal-entendidos triunfem sobre a percepção e compaixão dentro de nós. Temos que ter esperança e agir, cada um de nós e todos nós juntos. Se cada um, à sua maneira, pensasse sobre como pode contribuir, mesmo que de forma pequena, mas significativa, para a mensagem de que todas as pessoas são iguais e responsáveis pelas outras, haverá uma manhã em que acordaremos em um mundo melhor.
Queremos acreditar que esta exposição será catalisadora do pensamento positivo, que irá contribuir com energia positiva para as pessoas que serão estimuladas a agir com moderação, compreensão e consideração em relação ao outro. Tenhamos esperança de que nossa modesta contribuição a esse esforço fará diferença. Os promotores desta exposição são artistas que se juntaram de todas as partes do mundo para expressar seus sentimentos e seu desejo de influenciar através de sua arte. Esta exposição que está caminhando de cidade para cidade em todo o mundo está tentando melhorar as relações entre as pessoas.
Temos esperança de que a arte fará sua contribuição para a preservação de nossa sociedade e para a melhoria das relações humanas em todo o mundo. Nós nunca sabemos ao certo o quanto a arte contribui para a opinião pública e como influencia os pensamentos individuais. Esta exposição pretende enfatizar de forma criativa a arte de coexistir. Aqui nós vemos a arte como uma linguagem sem fronteiras. É, portanto, universal e fala para todas as idades, religiões e nacionalidades.
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Preciso falar alguma coisa ???

sábado, 22 de setembro de 2007

Loucura

Até onde vai esse sentimento que beira a insanidade? Ainda mais insano é pensar que sentimento seria esse. Viver é sentir e por isso vos digo Senhores leitores que a maior de todas as loucuras é a vida. Ser louco é ser inconsciente, porém a consciência é racional e a vida não se restringe a razão. Foi isso mesmo que você entendeu, faltou espaço pra coerência dos lúcidos! Estão mesmo todos fora de suas faculdades mentais. Idéias intensas de logro corroem até a mais ímpeta e genuína alma e o desejo do incerto é forte demais para pensar no que é certo ou errado, bom ou ruím. ''Oh come on Marianne the sun sets in your eyes" Aprecie a vida e não limite seus desejos, descontrole suas vontades e não domine sua raiva por que só conseguimos o mínimo do que se vale a pena ter.
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Gostaram ? Eu também ... Então, tem muito mais nesse link:

http://www.marianneviana.blogspot.com/

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Você sabe o que é o Ecumenismo?

Ecumenismo é o processo de busca da unidade. O termo provém da palavra grega "oikos" (casa), designando "toda a terra habitada". Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre igrejas cristãs; num sentido lato, pode designar a busca da unidade entre as religiões ou, mesmo, da humanidade. Neste último sentido, emprega-se também o termo "macro-ecumenismo".


Assim, ecumenismo é um assunto fascinante e desafiador. Sabemos que discutir a questão ecumênica requer, antes de tudo, despir-se de preconceitos ou qualquer outro tipo de resistência. Mas, acima de tudo, precisamos ser sinceros e claros em nossas convicções e posições. Para os cristãos protestantes fundamentalistas (os que crêem na Bíblia literalmente), o ecumenismo cumpre perfeitamente as profecias bíblicas no livro do Apocalipse que prevê o seu líder - o falso profeta - que levará a humanidade a aceitar o Anticristo que está por vir. (Apocalipse 13.11-12)


As questões que nos vêm à mente são: Qual é a proposta? Quem está propondo? Quais os fundamentos da proposta? Os grupos envolvidos estão de acordo com as bases do autêntico Cristianismo? Há alguma ameaça à preservação da centralidade de Cristo em nossa experiência pessoal?


Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa e protestante. A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs.



Atualmente, o termo tem um significado estritamente religioso, apesar do seu contexto histórico abranger os aspectos geográfico, cultural e político. Numa edição especial, a revista Sem Fronteiras (As Grandes Religiões do Mundo, p. 36) descreve o ecumenismo como um movimento que se preocupa com as divisões entre as várias Igrejas cristãs. E explica: Trabalha-se para que estas divisões sejam superadas de forma que se possa realizar o desejo de Jesus Cristo: de que todos os seus seguidores estivessem unidos, de assim como Ele e o Pai são um só.
Independente da definição, o objetivo da Igreja Católica romana, exposto no livrete "O Que É Ecumenismo"?, é buscar uma aproximação, o que muitas vezes dá a impressão de que o objetivo do movimento é acabar com as outras igrejas para formar apenas uma. E, principalmente, que na nova Igreja todos se submetem a uma só autoridade eclesiástica. Mas, na verdade, não é exatamente esta a proposta. Por isso, é importante entender a questão mais profundamente.
Em defesa do ecumenismo

(wikipédia)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A regra do amor.

A regra para todos nós é perfeitamente simples. Não fique aí perdendo o seu tempo para pensar se “ama” ou não o seu próximo; aja como se você já o amasse. Pois, assim que fazemos isso, acabamos descobrindo um dos maiores segredos da vida. Quando você age como se amasse alguém, acaba por amá-lo de verdade. Se você ofende alguém de quem não gosta, acaba gostando dele muito menos ainda. Se você lhe der uma boa resposta, vai desgostar menos dele. É claro que existe uma exceção a essa regra. Se você lhe der uma resposta gentil, não para agradar a Deus e obedecer à regra da caridade, mas para lhe provar que é um cara legal e capaz de perdoar, colocando-o em dívida com você, e depois sentar-se e esperar que ele demonstre sua “gratidão”, provavelmente acabará ficando desapontado. (As pessoas não sob bobas; elas detestam qualquer tipo de exibição ou tentativa de autopromoção.) Mas sempre que fazemos o bem a outro ser humano só porque se trata de outro ser humano criado por Deus (como nós mesmos), desejando a felicidade dele da mesma forma que desejamos a nossa, é provável que tenhamos aprendido a amá-lo um pouco mais ou, pelo menos, a desgostar dele um pouco menos..
C.S. LEWIS no livro “Cristianismo Puro e Simples” o mesmo autor do livro transformado em filme “As Crónicas de Narnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”

FREE HUGS. Um abraço forte pode prolongar a vida.

"Estudos mostram que o simples ato de abraçar um parceiro diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormônios ligados ao stress. A sensação na pele quando somos abraçados passa emoção e aconchego para todo o corpo.
Primeiro, o toque sensibiliza todas as células e dá um arrepio. Depois, quando os braços da outra pessoa nos envolvem, com um pequeno aperto, o sentimento se multiplica e leva alívio para a cabeça e para o coração.
Um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, publicado no Psychosomatic Medicine, mostrou que o contato físico, como um abraço, pode aumentar a longevidade. As descobertas sugerem que uma relação forte e duradoura pode proteger contra futuras doenças cardiovasculares, além de fazer bem para a saúde em geral.
O motivo é que ficar em contato com um parceiro diminui a pressão sanguínea e o batimento cardíaco. Uma das pesquisadoras, a psiquiatra Karen Grewen, comprovou que os níveis de cortisol e de norepinefrina, hormônios do stress, foram reduzidos após um abraço. Além disso, o nível de oxitocina, um importante hormônio ligado à fidelidade, aumentou.
Na pesquisa, 28 casais, de 20 a 49 anos, que se relacionavam havia pelo menos um ano, conversaram sobre os momentos felizes. Depois, assistiram a um filme romântico e, alguns minutos mais tarde, se abraçaram.
Segundo o psicoterapeuta do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Eduardo Ferreira Santos, o aumento de oxitocina depois de um abraço chama a atenção. Ele conta que trabalhos recentes mostraram, em animais, que o hormônio é responsável pela manutenção estável de um casal. 'A injeção de oxitocina em ratos mostrou que eles ficaram por mais tempo juntos à prole, depois do nascimento dos filhotes. Em geral, os machos abandonam a família.'
Contudo, Santos explica que não se pode afirmar que quem se abraça mais será mais fiel. A ação do hormônio gera, entretanto, um impulso e um desejo de cuidar. Assim, para quem abraça ou para quem é abraçado, a afetividade aumenta e traz bem-estar. A psiquiatra Kathleen Keating, que escreveu o livro A Terapia do Abraço, diz que a sociedade atual está sofrendo de solidão. "A tecnologia moderna é importante, mas todo ser humano precisa de carinho físico." Intuitivamente o abraço remete ao período em que se é bebê, diz Santos, e os adultos perderam o costume de abraçar.
"Geralmente é um ligeiro tapinha nas costas." Para algumas pessoas, admitir que precisam de carinho é sinal de fraqueza e dependência, especialmente para os homens, aponta Kathleen. 'Por outro lado, existe algo poderoso em nossos braços, mãos e dedos que faz alguém se sentir amado e cuidado com um simples abraço', diz.
Segundo ela, 5 milhões de transmissões nervosas são responsáveis pelas diferentes sensações do toque. "No contato, específicas terminações nervosas são ativadas e enviam a mensagem ao longo da espinha dorsal até o cérebro." Kathleen diz que existem muitos estudos sobre os benefícios do contato físico, mas que provar que ele é essencial, poderoso e capaz de curar é como argumentar que respirar faz bem. 'Há muita coisa no fenômeno do toque que não pode ser medida.'"

(http://www.freehugsbr.com/?pagina=artigo)

Então aproveitem esta dica e abracem bastante!!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Suicídio.

O que Santos Dumont, Adolf Hitler, Judas, Nero, Kurt Cobain e Getúlio Vargas possuem em comum nas suas histórias?!
Se você respondeu o suicídio, parabéns !!! Afinal, o título deste post já indica claramente o assunto. Assunto que é tabu e também é cercado de complexidade e afins filisóficos.
Na religião encontramos definições espirituais para tal ato, e na ciência através da psiquiatria e psicologia, afirmarão como resultante de uma patologia. Na filosofia, encontraremos a dúvida e a falta de respostas, já que um leque de colocações serão feitos. Mas o problema está aí e batendo a nossa porta!!!
Por várias vezes ouvi que um suicida é uma pessoa sem Deus ou sem amor, o que daria um grande problema para os ateus. A religião em si, pode sim influenciar no famoso livre arbítrio humano. Basta ver os fatos recentes, homens bombas e etc. Mas em menos de um ano, me deparei com dois casos distintos de pessoas que tiraram as suas vidas de forma "absurda", absurda para os padrões de vida propostos pela igreja. Um foi um pastor, pai de 3 filhos e o outro um jovem seminarista. Foram mortes que abalaram os seus parentes. Nada esperado, e nada diagnosticado.
Vejam um texto sobre o tema:
Suicídio (do latim sui caedere), termo criado por Desfontaines, matar-se, é um ato que consiste em pôr fim intencionalmente à própria vida.

Define-se suicídio como a atitude individual de extinguir a própria vida, podendo ser causada entre outros factores por um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno afetivo, transtorno psiquiátrico como a psicose aguda (quando o indivíduo sai da realidade, porém não o percebe) ou a depressão delirante. Em todos os três casos, a probabilidade de atitude tão extrema é consideravelmente potencializada se houver uso continuado de drogas e de bebidas alcoólicas. O suicida pode, ou não, deixar uma nota de suicídio.
Um amplo espectro da sociedade trata o assunto sob o véu do tabu, ou seja: um tema sobre o qual devem-se evitar maiores aprofundamentos teóricos ou acaloradas discussões. No entanto, o suicídio pode ser considerado um problema de saúde pública, na medida que em países onde a estatística é utilizada como ferramenta no auxílio de melhor visualização da realidade social, como nos Estados Unidos, são elevados os índices de mortes por suicídio e muito maiores os números referentes às tentativas infrutíferas.

As reações ao suicídio variam de cultura para cultura. O ato é considerado um pecado em muitas religiões, e um crime em algumas legislações. Agostinho de Hipona (354-430) assumiu um posicionamento segundo o qual cristãos não podem cometer suicídio, pois compreendia que o mandamento ‘Não matarás’ (Êxodo 20.13) proíbe matar a nós mesmos. Por outro lado, algumas culturas vêem tal ato como uma maneira honrosa de escapar a situações vergonhosas ou desesperadoras, como no caso do seppuku japonês geralmente usado para limpar o nome da familia na sociedade. As pessoas que tentam o suicídio, com ou sem sucesso, deixam geralmente um bilhete para explicar tal ato, o que comprova que o suicídio é, de uma maneira geral, um ato premeditado. Suas causas psíquicas ainda permanecem desconhecidas, mas está associado principalmente a quadros depressivos.

Há uma frase célebre sobre o tema do filósofo Albert Camus: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder à uma pergunta fundamental da filosofia"

No mundo, 815 000 pessoas cometeram suicídio no ano 2000, o que perfaz 14,5 mortes por 100 000 habitantes (uma morte a cada 40 segundos) - fonte, (PDF), em francês.
Países do Leste Europeu são os recordistas em média de suicídio por 100.000 habitantes. A Lituânia (41,9), Estônia (40,1), Rússia (37,6), Letônia (33,9) e Hungria (32,9). Guatemala, Filipinas e Albânia estão no lado oposto, com a menor taxa, variando entre 0,5 e 2. Os demais estão na faixa de 10 a 16.
Em números absolutos, porém, a China lidera as estatísticas. Foram 195 mil suicídios no ano de 2000, seguido pela Índia com 87 mil, a Rússia com 52,5 mil, os Estados Unidos com 31 mil, o Japão com 20 mil e a Alemanha com 12,5 mil. O suicídio é cometido mais freqüentemente pelos homens do que pelas mulheres. Na realidade, o número de tentativas com sucesso é maior nos homens do que nas mulheres, sem dúvida porque os homens escolhem, geralmente, métodos mais violentos (enforcamento ou revólver contra intoxicação por medicamentos para as mulheres).
Com relação à idade, se os jovens são particularmente vítimas deste problema, o número de suicídios é ainda mais importante com uma idade mais elevada, tendo a curva de suicídios masculinos a forma de um n, com um pico próximo aos 50-60 anos.
O suicídio afeta todo mundo, sem distinção de "classe". Acredita-se que o meio cultural influencie as taxas de suicídio. Altos níveis de coesão social e nacional reduzem as taxas de suicídio. Essas são mais elevadas junto às pessoas aposentadas, desempregadas, divorciadas, sem filhos, urbanas, vivendo sozinhas. As taxas aumentam nos períodos de incerteza econômica (apesar de a pobreza não ser uma causa direta). A maior parte dos suicidas sofrem de desordens psicológicas. A depressão é uma das causas mais freqüentes. As doenças psíquicas graves ou doenças crônicas podem também ser causa de suicídios.

Do ponto de vista do indivíduo, o suicídio é raramente percebido como um fim. Ele é, ao contrário, considerado como a única alternativa possível para escapar de uma situação considerada insuportável. Outros motivos existem: encontrar uma pessoa querida falecida, sofrimento por remorsos, etc.
Finalmente, a taxa de suicídios é também influenciada pela cobertura da mídia em torno do suicídio de pessoas célebres. Mesmo o suicídio fictício de um personagem de um drama popular pode conduzir a uma alta temporária da taxa de suicídios (como aconteceu com a publicação de Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe).
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Suic%C3%ADdio)

Considera-se a depressão como uma das causas mais freqüentes do suicídio, podendo instalar-se de forma secundária, advinda de várias condições médicas ou dos mais diversos eventos morais.
O suicídio, além de constituir uma perda irrecuperável para a própria pessoa - a perda da vida, suscita no outro diferentes formas de reação - que vão desde a abominação do ato até o seu incentivo com fins ideológicos e/ou religiosos. Suscita também, e principalmente, na sociedade ocidental, a perplexidade - podendo gerar vários sentimentos, entre os quais a culpa, a vergonha, o sentimento de perda e de impotência de mais nada se poder fazer frente à pessoa que se foi.
Dadas as considerações preliminares sobre o suicídio, reporto-me agora ao ano de 1910, ao 1º simpósio sobre o suicídio presidido pelo criador da Psicanálise, Sigmund Freud, quando o mesmo tinha então 54 anos. Nesse simpósio, Freud tratou pela primeira vez do suicídio e assim falou:
"Como é possível que o extraordinariamente poderoso instinto de vida seja vencido?" Freud assim complementou: "podemos apenas tomar como ponto de partida a condição da melancolia tão familiar na clínica". E eu complemento, tão familiar nos dias de hoje, conhecida como depressão, sobre a qual me referi por ser a maior responsável pela incidência do suicído por instalar-se em várias condições humanas em conformidade com Kaplan, Saddock e Grebb (1997). A depressão, tão falada nos dias de hoje tanto pelos profissionais da saúde física ou mental como também pela população leiga, ainda não é bem compreendida, sendo seus conceitos os mais variados e os seus sintomas muitas vezes restritos à tristeza e ao desânimo comuns mas que podem ganhar dimensões - as mais avassaladoras de comprometimento tanto psíquico quanto físico.

Freud no simpósio de 1910 abordou a melancolia como um estado psíquico que poderia estar presente no suicído e, sem falar diretamente do narcisismo, assim colocou-se:
"... queriamos averiguar antes de mais nada como é possível que seja superada a poderosíssima pulsão de vida; queríamos averiguar se isto é possível pelo simples efeito do despojamento da libido ou se existe também renúncia do ego à sua autoconservação emanada por motivos puramente egóicos" .

Ler devia ser proibido.

"A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observe as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano."


In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tropa de Elite

Não sei nos outros estados, mas aqui no Rio esse filme está dando o que falar. Editor sendo preso por fazer cópias piratas, camelôs vendendo filmes como há muito tempo não vendiam, Diretor acusando jornalistas de divulgarem o conteúdo baseado nas cópias piratas, uma série de suítes nos principais jornais e até ameaça por parte do BOPE de recorrer à justiça para impedir a exibição nos cinemas.A minha avaliação é a seguinte: estão todos chorando sem motivo! Quem perdeu com tudo isso? Ninguém. Estão todos no lucro, exceto o cara preso, é claro.Conversando com amigos que já assistiram ao filme, 90% afirma que vai assistir no cinema também. Alguns por acharem que a cópia pirata não está concluída, e que novas cenas serão acrescentadas. Outros por acharem que as imagens no cinema valerão o ingresso. Tá chorando por que, Diretor?Os jornais, principalmente os mais populares, têm pauta que não acaba mais sobre a película. É o desabafo do Diretor, vida pessoal dos atores, bastidores...

O BOPE quer impedir a exibição nos cinemas. Alegam que o filme passa uma imagem muito forte do Batalhão de Elite da PM. No filme (não que eu tenha visto, mas me contaram...), os policiais usam torturas para obterem informações, fazem o julgamento e a execução lá mesmo nas favelas, além de ter uma postura mais dura com os "civis", principalmente os "playboys" usuários de drogas.Pra eles, eu só digo uma coisa: podem continuar, não estamos reclamando! Quer torturar vagabundo? Continuem. Querem executar traficantes? Sintam-se a vontade. Querem esculachar os playboys? Façam bom proveito. A imagem do BOPE não foi arranhada, pelo contrário.

Pela primeira vez na história, o BOPE desfilou no 7 de Setembro e foram MUITO aplaudidos pelos presentes. A imagem da corporação nunca esteve tão boa. O Caveirão virou atração turística, todos querem uma foto ao lado do blindado.Portanto, não reclamem. Deixem o filme quieto nos cinemas. Graças ao filme, hoje em dia o BOPE é cool. O BOPE é pop.

FONTE:

http://www.esculhambacao.com.br/

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Simplesmente, o melhor filme que vi este ano. E com certeza, estarei no cinema prestigiando essa obra de arte produzida aqui no Brasil. Quanto a repercussão do Bope ou da Pm, não vi novidade nenhuma ali. E em relação a valores éticos, morais e até mesmo religiosos, é tudo fato para ser discutido!!!

Assim seja...

domingo, 9 de setembro de 2007

Gordinho, simpático e pop.


"Dono de uma das mais consagradas vozes da música mundial, Pavarotti emocionou milhares de fãs em suas apresentações pelo mundo."

Embora atrasado na homenagem, ainda posso render algum tributo a esta personalidade da música. Vamos então considera-lo como o ídolo pop da música erudita. Mas era impressionante a forma com que ele se relacionava com as pessoas, sempre com um sorriso escancarado no rosto, e uma educação incomum no meio (isso porque o gênero musical dele, traz um pouco de prepotência e arrogância em alguns casos).

Poderia agora recitar algum poema, ou simplesmente citar algum pensamento para a justa homenagem. Mas até nisso, estou travado. Ainda meio perdido com o fato. Mesmo que sua morte fosse esperada. Nunca teria sido desejada. Então aproveito para deixar algo que ele mesmo colaborou, uma canção que Deus deu ao Bono através da insistência do saudoso Pavarotti.


U2 - Miss Sarajevo - Pavarotti e friends

Existe uma época para ficar distante
Uma época para inverter seu olhar
Existe uma época para baixar a cabeça
Para ir em frente com seu dia

Existe uma época para usar batom e maquiagem
Uma época para cortar o cabelo
Existe uma época para compras na avenida
Para encontrar o vestido certo para se usar

Lá vem ela
Os olhares se invertem
Lá vem ela
Para receber a coroa

Existe uma época para correr para os abrigos
Uma época para beijos e confissões
Existe uma época para cores diferentes
Nomes diferentes, você sente dificuldade em
soletrá-los

Existe uma época para primeira comunhão
Uma época para o EAST 17
Existe uma época para admirar Meca
Existe uma época para ser uma bela rainha

Lá vem ela
A mais bela recebendo a coroa
Lá vem ela
Surreal em sua coroa

(Pavarotti)
Você diz que o rio
Encontra seu caminho para o mar
E assim como o rio
Você virá para mim
Além das fronteiras
E dos desertos
Você diz que, como o rio
Semelhante ao rio
O amor virá
Amor
E eu não consigo mais rezar de forma alguma
E eu não consigo mais acreditar no amor de forma
alguma
E eu não consigo mais esperar pelo amor de forma
alguma

(Bono)
Existe uma época para usar fitas de amarrar cabelo
Uma época para árvores de Natal
Existe uma época para arrumar a mesa
Quando a noite está bastante fria

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Sem mais o que falar...

domingo, 2 de setembro de 2007

Bono discursando na Vertigo Tour e NAACP.

" ...Quando eu era garoto minha primeira impressão dos Estados Unidos,foi a de um homem andando na lua.Foi Neil Armstrong em 1969...

Eu pensei:"Os americanos são malucos.Eles são doidos".Mas pensei:"O que este país faz...O que eles fazem,quando se determinam,é incrível."

Acho que foi John F. Kennedy,que disse,em 1963:"No fim da década,vamos por um homem na lua."Bem...Não é só porque estava na cabeça de todos,mas porque era a coisa certa a ser feita.

É o que estamos pedindo agora ao presidente Bush,ao ministro Blair e os outros lideres mundiais.Estamos pedindo a eles que façam algo extraordinário.Não pôr um homem na lua,e sim pôr a humanidade toda de volta na Terra.

Temos a tecnologia,os recursos para acabar com a pobreza extrema se tivermos determinação.E eu acredito que temos determinação.

Outros tem o movimento dos direitos civis,o fim do apartheld,outros falavam d cortina de ferro.Isso tem a ver com essa geração é o que depende de nós.É o homem que nós pusemos na lua.Acabaremos com a pobreza extrema,vamos fazer da pobreza coisa do passado.É o que nos cabe fazer.E eu acredito que não é uma aventura impossível.

Acredito, que em 50 anos,lembrarei desse momento e direi que houve pessoas em certa época,que disseram:Não é normal crianças morrerem pela falta de uma simples vacina ou crianças morrerem pela falta de comida,no século 21.Isso já não é admissível.

Sei que vocês sabem disso,mas quero q vocês digam isso ao presidente Bush ao ministro Blair e a todos os políticos que virem.É fácil fazer.Basta pegarem o telefone celular.Alguém aqui tem telefone celular?

Vocês podem se encrencar muito com um telefone celular, vejam só. Celulares...Aparelhos muito perigosos.Então estamos procurando um milhão de americanos q c unam a campanha.

Não quero o dinheiro de vocês... e sim a voz de vocês..."

(Vertigo Tour 2005 - Chicago, discurso do Bono antes da música "One")

BONO FAZ DISCURSO EMOCIONADO NA NAACP.

   No auge de toda efervescência na corrida das campanhas humanitárias. Bono, foi agraciado com o prêmio anual da NAACP (uma associação engajada na promoção do povo negro nos Estados Unidos). A homenagem começou com uma espécie de tributo da banda The Roots, executando uma versão de "pride" juntamente com "sunday bloody sunday". Em seguida, o telão anunciaria a trajetória da ONE Campaign, liderada por Bono e todo o seu engajamento.

   Em um paralelo ao senso crítico de um mundo religioso e capitalista. Bono, destilou palavras de esperança, fé e reconhecimento através da história, conquistando a platéia que o aplaudiu de pé.

  Típico de quem conhece com propriedade. A comparação certeira do Bono, foi ao encontro de certa forma, do que ele mais acredita...o "desapego" material e a evolução espiritual do ser humano. Constratando com sua base ideológica de grandes líderes como Jesus e Ghandi, que destinaram suas vidas ao comprometimento com às causas sociais, principalmente a pobreza, que assola os mais necessitados, através da ganância desenfreada de uma geração eterna de egoístas. De fato, é como se o mesmo (Bono), estivesse descrevendo o marásmo que muitos "religiosos" europeus passam. Onde, por possuirem "tudo" ou quase tudo, se desapegam de sua fé. Aí, a experiência e a comparação entram em cena, e Bono coloca como figura central o abismo que é, de quem padece e de quem vira as costas. Traçando um caminho onde realmente Deus estaria, se era na angústia do sofrimento de quem não tem um teto, ou na soberba de quem tem e ignora o mundo ao seu redor.

Via: mr. Pavarini, por Whaner Endo da W4 editora.

Veja na íntegra o discurso:

"… Quando as pessoas falam da grandeza da América, eu sempre penso na NAACP…
Veja, eu cresci na Irlanda, e naquela época a Irlanda estava dividida por uma linha religiosa, linhas sectárias. Jovens como eu eram desafiados pela visão derramada dos púlpitos da américa negra. E pela visão de um reverendo negro de Atlanta – um homem que se recusou a se entregar ao odio por que ele sabia que o amor faria

um trabalho muito melhor. (aplausos) Essas idéias viajam, vocês sabiam? E elas me atingiram, claras como uma nota musical, e se alojaram na minha cabeça como uma música. Eu não pude arrancá-la. E esta é a Irlanda dos anos 70, onde eu cresci. Pessoas como eu olharam através do oceano para a NAACP, e aqui estou eu, hoje, e isso é maravilhoso. E muito, muito bom! (aplausos). 

Bom, hoje, o mundo está olhando novamente para a NAACP. Nós precisamos da comunidade que ensinou ao mundo o que eram os direitos civis para nos ensinar, agora algo sobre os direitos humanos. Eu estou falando dos direitos de se viver como ser humano. O direito de se ter uma vida, ponto final. Estes são os desafios na Africa atual. Cinco mil e quinhentas pessoas morrem todos os dias de Aids, uma doença que pode ser prevenida e tratada. Aproximadamente um milhão de africanos, a maioria crianças morrem a cada ano de malária: morte por uma picada de mosquito…

E, não estamos falando de caridade, como vocês sabem. Estamos falando de justiça. É sobre justiça e igualdade. (aplausos). Agora, eu sei que os Estados Unidos ainda não resolveu todos os seus problemas, e eu sei que a Aids também está matando milhares de pessoas aqui nos EUA. E eu sei que os que mais sofrem são os afro-americanos, principalmente as jovens. Hoje, numa igreja em Oakland, eu vi algumas pessoas maravilhosas. Essa leoa, Barbara Lee (aplausos) deu uma volta comigo, junto com seu pastor, J.Alfred Smith, e posso lhe dizer que foi a poesia e a fome de justiça da igreja negra foi uma grande inspiração para mim, um irlandes branco, quase rosa que cresceu em Dublin. 

Esta é a verdadeira religião que não nos deixa dormir no conforto da nossa liberdade. “Ame seu próximo” não é apenas um conselho, e sim um mandamento. (aplausos e assobios). E isso significa muito. Significa que na aldeia global, teremos que começar a amar muito mais pessoas. Isto é o que isso significa. E é verdade, o Amor está vencendo. Dois milhões de americanos aderiram a One Campaign para acabar de uma vez com a pobreza e, hoje a NAACP está se comprometendo a trabalhar conosco. E você também pode. É verdade, o amor está vencendo! Porque onde você mora não deve ser a razão para dizer se você irá viver ou morrer. 

E, àqueles nas Igrejas que continuam sentados, decidindo sobre a emergência ou não de se lutar contra a Aids, deixe-me falar do pulpito por alguns momentos. Por que, qualquer que seja a nossa idéia sobre quem é Deus, ou mesmo se ele existe, a maioria vai concordar que Deus tem um lugar especial para os pobres. 

Os pobres estão onde Deus está. Deus está nas favelas, nas caixas de papelão utilizadas como casas. Deus está onde a esperança já se foi e as vidas está arrasadas. (aplausos em pé) Deus está com as mães que está infectou sua criança com um virus que irá ceifar ambas as vidas. Deus está no choro da destruição que ouvimos nos tempos de guerra. Deus, meus amigos, está com os pobres, e Deus está conosco se nós estivermos com eles. 

Isto não é um fardo – isto é uma aventura! E não deixe ninguém dizer a você que isso não pode ser feito. Nós podemos ser a geração que acabou com a extrema pobreza! Obrigado!"