domingo, 29 de maio de 2011

Justiça seja feita. A Globo, deu uma porrada na Band!

Na última terça-feira, dia 24 de maio, no horário pós novela. O pograma da Rede Bandeirantes, "A Liga", de origem argentina, com objetivo de elaborar matérias especiais e não convencionais a tv. Abordou de uma só vez, três temas polêmicos. Aborto, liberação da maconha e Homessexualismo. 

Os últimos dias, foram dias de extrema tensão no país. Tanto na esfera política, quanto no reflexo imediato perante a sociedade. Em voga, estavam tabus de homessexualidade e liberação da maconha. Por um lado, na semana passada, o STF em caráter inédito (descumprindo o papel de interpretar a constituição e não reescrever a Constituição), assinalou uma possível afirmação perante a lei a união estável civil entre pessoas do mesmo sexo. Acompanhando o embalo, o Ministério da Educação, através do seu órgão regulamentório, o MEC, iniciou uma batalha ao lado de ong´s ligadas ao movimento LGBT, para a distribuição de uma cartilha para mais de 6 mil escolas em todo país, chamada de kit "anti-homofobia". Que foi duramente criticada, tanto pela sociedade, quanto, por políticos conservadores e religiosos no parlamento nacional.

Para piorar ou pôr mais lenha na fogueira, nestes últimos dias, ainda coincidiram os movimentos a favor da liberação do uso da maconha (parecia até estar combinado), com passeatas no Rio e em São Paulo. Outro tema bastante delicado, embora cause, menos barulho, ainda assim é passivo de violência e discórdia.

Os meios de comunicação, aproveitando-se destas brechas e furos jornalísticos, ainda jogaram tomates e ovos contra o pilar do governo atual. Sim, um dos maiores elos entre governistas e setor privado, se viu em denúncias de enriquecimento ilícito. Pronto, o circo estava armado! O cardápio foi de homossexualismo, drogas e corrupção.

Numa nação cada vez mais democrática e também cada mais intolerante, egos inflamados tomaram conta de todo espaço em tvs, rádios e internet. Foi um "pega pra capar", com grandes debates (ou quase isso) que tornaram o assunto do café da manhã até o jantar de quase todos os brasileiros. Nem o futebol teve força nestes últimos dias...

O programa.

Voltemos à "A Liga". Que em seu formato original, tem uma ideia bem bacana. Retrata a vida, na maioria das vezes, como ela é. Às vezes, com um pouco de drama jornalístico (porque é feito para obter audiência), outra vez por excesso de opinião (mas, que não tem?). O fato, é que misturar três assuntos delicados e polêmicos de uma só vez, me fez lembrar a bela e sabora salada de frutas que minha avó fazia. Com pouco tempo de programa para debate, o que se viu, foi um grande besteirol sem tamanho!!!

O lado "nada" tendencioso para as bandeiras homossexuais, feministas (no caso do aborto) e das drogas. É o que realmente incomodou, e como incomodou. O assunto foi discuto por diversos blogs, e a direção do mesmo (do programa), parece ter perdido um pouco do rumo e ter chutado o pau da barraca. Com opiniões refletindo apenas um lado da moeda, ficou difícil entender qual era a verdadeira mensagem do programa.

Para cada abordagem do tema, apareciam 3 pessoas para defender e apoiar um lado. E o contrário, acontecia o oposto, com quem simplesmente discordava e ainda tinha seu ponto de vista "distorcido". Sim, para a sua (A Liga) determinada exposição do assunto, colocava pessoas ligadas diretamentes aos movimentos (com argumentos na ponta da língua), e para os que discordavam, ficavam restritos a opiniões em plena noite, numa mesa de bar (exemplo de um entrevistado, entre um gole e outro de chopp). Caracterizando até certo ponto, falta de conhecimento de caso. Um bom exemplo em manipulação!

Sim, foi assim que aconteceu. Fora quando resolveram de forma milagrosa, colocar uma médica já "idosa" (que refletia amor, mas sem argumentação científica) defendendo o seu ponto de vista em relação a vida, contra o aborto. 

Foi uma palhaçada, beirando uma imoralidade tola. Assim como, entrevistar dois senhores, que são contra os homossexuais e são homofóbicos (dois idiotas que mereciam estar presos). Ora, se a questão era a união civil/casamento gay, por que não entrevistar quem discorda do mesmo? Não precisa ser homofóbico para discordar! E o programa vacilou nisso, e como vacilou...

Sem contar, que como sempre, o lado religioso foi o mais envolvido. Tudo, eles (os movimentos de "defesa" homossexual e aborto) colocam na conta de evangélicos e católicos. Às vezes, até esquecem de colocar os mulçumanos e judeus, por certa conveniência, porque estas duas religiões são mais radicais, e o diálogo é quase nulo, é mais difícil extrair algo ou até mesmo bater neles. Embora, a presença destas religiões no país seja insignificante numéricamente e tenha pouca expressão na opinião pública.

Faltou sensibilidade e dignidade por parte de seus produtores, que se juntam ao grupo mais perverso possível que dissemina uma guerra ideológica completamente desnecessária. Não podemos fechar os olhos e ficar de braços cruzados com isto que vem acontecento. Precisamos debater de forma séria e responsável tais temas, mas, deixando de lado a religião (já que o estado é Laico) e o próprio preconceito desta entidades que acham que todo religioso é contra a sua pessoas (quando na verdade, são contra as práticas). Não, a coisa não é por aí. 

Enquanto isto na Globo.

Quando tudo parecia estar perdido e a noite de terça na tv completamente deturpada, sem qualquer direito de resposta. Eis que a Globo, sim. A Globo, no programa "Profissão Repórter" mostrava uma matéria sobre o crescimento da construção civil no país. 

Caiu como uma luva, foi uma luz no fim do túnel. Um país, que há dez anos atrás não podia pensar em crescer. Hoje, cresce mais que várias grandes potências, e o povo aproveita isso tudo, tendo oportunidade em crescer junto. 

A matéria focou um feirão que a Caixa Ecônomica Federal promoveu em diversas capitais e cidades do Brasil. E o sonho da casa própria, pela primeira vez na história, é de fato, real para muitos brasileiros. Brasileiros provenientes das classes "d" e "c'. Hoje, podem financiar seu apartamento ou sua casa.

Deu orgulho em ver que através do trabalho e da política de desenvolvimento deste país, aceleração do sonho de muita gente. E a Globo, fez isto com sobra de perfeição. Narrando casos emocionantes, tanto de quem estava comprando, como dos próprios trabalhadores, que estavam vendendo (no fim, todos ganham). Mostrou também, o quanto a construção civil beneficiou em empregos e transformou lugares, fazendo um mercado de oportunidades. Tudo isto praticamento no mesmo horário que "A Liga".

Enquanto uns jogam lama no ventilador e se mostram tendenciosos (querendo pegar um embalo contemporâneo da moda e estar na crista da onda), "outros" milagrosamente mostram a verdadeira revolução que vem ocorrendo no Brasil.

Fiquei surpreso, bastante surpreso, com os dois programas!

2 comentários:

Dans mon île... ઇ‍ઉ disse...

A liga caiu mt e o profissão reporter tem seus bons momentos...
mas nessa lógica pós moderna o importante é faturar não é mesmo?
só vendem aquilo que consumem...

Anônimo disse...

hipocritas mesmo